Como se detecta transtorno bipolar?
Existe algum exame?
PSICÓLOGO :
Não existe exame orgânico para transtorno bipolar, existe o exame feito pelo psicologo ou psiquiatra através da análise dos comportamentos, sentimentos e pensamentos do paciente. O bipolar se comporta de forma grandiloquente, tudo é exagerado, ora feliz demais ora deprimido ao extremo, mas estes sintomas pdem ser confundidos com uma série de outros transtornos por isso o exame é realizado através da observação e de conversas técnicas. Em casos de transtorno bipolar é possível que alguém da família seja convidado a comparecer e oferecer informações sobe o que ocorre. Claro que este convite não será feito à pessoas as quais o próprio paciente apresente alguma objeção. Será importante que o acompanhamento possa correr durante as fases. Apenas o relato do paciente pode não ser suficiente, pois pode haver vieses onde a percepção leiga não identifique detalhes importantes. Quando o psicologo tem a oportunidade de presenciar as diferentes fases – mania (euforia) e depressão – consegue identificar o transtorno com maior exatidão. O mais importante é não manter-se em dúvida, se você desconfia que pode ser portador do transtorno bipolar procure ajuda o quanto antes, pois o controle será feito de forma muito mais eficiente quando detectado no inicio - antes que grandes prejuízos emocionais, e muitas vezes até prejuízos materiais, ocorram.
Também é importante salientar que quanto mais a pessoa mantém os sintomas, sem tratamento, mais estará consolidando a doença, pois nosso cérebro reforma as conexões para tudo o que for repetido, sendo assim, ao repetir comportamentos disfuncionais do transtorno bipolar fará este transtorno intensificar-se, mas quando inicia-se o tratamento começa o freio destes comportamentos e pensamentos disfuncionais e assim seu enfraquecimento.
OUTRAS PERGUNTAS REFERENTES AO TEMA: TRANSTORNO BIPOLAR
O que é bipolaridade?
PSICÓLOGO :
É um dos tipos de depressão. A característica principal do bipolar é a passagem das fases, ora desanimo total, ora super agitada, com vontade de fazer tudo que der na telha – fase de euforia também conhecida como mania, e em outros momentos a pessoas fica muito depressiva, muitas vezes até sem vontade de sair da cama e com pensamentos suicidas.
Quero saber sobre transtorno bipolar, como identificar?
A que profissional procurar, quais as características, porque acontece, tem haver com depressão, ansiedade, compulsão etc.
PSICÓLOGO :
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo como psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos. A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia e por isso muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos.
O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias.
Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.
Se aceita a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II.
O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas.
O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Fase maníaca, tipicamente, leva uma a duas semanas e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor elevado pode significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.
A fase depressiva é de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto.
Quando não tratada cada fase pode durar meses.
Você já namorou ou foi casado com uma pessoa com transtorno bipolar?
As mudanças constantes de humor devem acarretar diversos problemas no relacionamento, acho que por isso eu não quero "empatar" a vida de ninguém.
PSICÓLOGO :
Tenho me relacionado profissionalmente com pessoas que convivem por portadores de Transtorno Bipolar . Sou psicóloga e acompanho de perto o que é viver ao lado de alguém de quem nunca se sabe o que virá, se virá beijo ou tapa. Por mais que seja difícil sempre dá pra fazer terapia e controlar, quando o bipolar quer tentar eu equilíbrio. O cônjuge também se beneficia de uma terapia, mas deve estar muito envolvido neste relacionamento, porque o investimento, emocional, é alto.
Transtorno bipolar e rejeição
Tenho serio pensamentos suicidas, e quando estou em crise começo a me bater e ou melhor a me auto agredir, meu psiquiatra disse q sou bipolar, na minha infância fui uma criança extremamente quieta e envergonhada, tinha medo das pessoas, odiava ir em lugares tumultuosos, a tristeza me comovia. Hoje tenho 36 anos e estou novamente com sintomas horríveis, pois que eu me lembre eu já queria tomar veneno quando criança. Um detalhe, sou adotiva.
PSICÓLOGO :
O fato de ser adotiva não interfere obrigatoriamente em seu transtorno. Os traumas podem acentuar os sintomas do Transtorno Bipolar , mas não são a causa. Claro que estas vivencias negativas merecem cuidados. Fiquei pensando se você está fazendo terapia com psicólogo além da terapia medicamentosa com o psiquiatra, pois é muito importante, até mesmo para que você tenha uma adesão aos medicamentos, eles são importantíssimos.
Converse muito com seu médico, deixe ele saber de todos os detalhes de seus sintomas e nunca deixe de se tratar.
É possível ser feliz ao lado de um bipolar?
Ele se trata com um bom médico, toma seus remédios direito, já busquei tantas informações, mas até agora as respostas não tem sido animadoras... a vida dele começou a melhorar só agora. Ele é tipo II. Me ajude, gosto dele mas me sinto muito insegura.
PSICÓLOGO :
Eu sei o que é viver ao lado de um bipolar. Não por experiência própria mas por acompanhar de perto por mais de 20 anos os familiares de portadores de transtorno bipolar.
É muito difícil, mesmo medicado tem pessoas que voltam com fortes sintomas em algumas fases da vida. Mas também já vi muita gente se recuperando e se tornando assintomático.
Muitas vezes a pessoa que acompanha o bipolar também é tratado em terapia. Temos com esta pessoa o mesmo tratamento que um cuidador típico tem. O cuidador do idoso, do deficiente, do bipolar também é um ser humano com todas as fragilidades normais, e muitas vezes precisa sim de um suporte.
Meu marido também é bipolar ...
estou com ele a mais de 10 anos, temos filhos... mas é difícil... e acho que eu agora é que estou com problemas... sinto que deixei minha vida, minha mocidade passar ao lado de uma pessoa que mais me deu decepções do que momentos felizes... o pior é que estou começando a ficar com raiva de mim mesma, por ter decido tentar e ver agora que td está legal ao nosso redor em todos os setores, menos o seu problema psiquiatrico... passa dias e meses bem e de repente explode!
Não faz tratamento terapeutico, não gosta... só vai no psiquiatra para pegar receita médica!
E o pior, tenho medo que ao pedir separação ele faça algum mau para mim, pq qdo brigamos e eu falo que vou me separar, ele fica fora de si, fala que vai quebrar a casa toda, que vai tacar fogo, que vai me matar... faz o maior barraco!
O que será que eu devo fazer... me sinto perdida... nem eu mesmo sei quem sou eu... ao mesmo tempo que ele é uma pessoa super agradavel com várias qualidades... já passa a ser um monstro!
Meus filhos são pequenos e eu para piorar não trabalho, dependo dele financeiramente.
PSICÓLOGO :
Esta é uma decisão muito complicada. O que fazer com essa pessoa que você colocou em sua vida, achando que viveria uma vida "normal", aceitando obstáculos, mas não imaginava o tamanho destes obstáculos?
Muitas pessoas aceitam o papel de "cuidadoras" do marido (às vezes esposa) que adoeceu, mas muitas pessoas consideram que não devem assumir esse papel e pedem a separação.
O que fazer? Não há certo nem errado. Quando você casa ou namora alguém já está previsto que este contrato pode ser rescindido a qualquer momento. Depende do quanto cada um considera justo, e possível, suportar.
De toda forma, claro que a terapia dele seria uma condição imprescindível para tornar esse casamento viável.
Pense bem em tudo e decida o que for melhor para você (claro, você pode pensar em você!)
Tive a experiencia de ter um relacionamento com uma moça q se dizia desde o começo ser bipolar, borderline, e quem sabe até esquizofrenica.
Não conhecia esses transtornos, muito menos sabia q era grave ou como lidar(ela dizia q era difícil e tinha d ter paciencia com ela). Fui ter certeza de que ela possuia mesmo algun transtorno e ter idéia do q era algum depois de 6 meses de relacionamento muito conturbado,que, depois do fim por parte dela, juntei as peças e percebi q o caso era grave. Ela a cada minuto queria algo, projetava , mas não fazia, com 18 anos ja tinha nome protestado(hj esta com 19 anos), relacionamento com a familia impossivel, pensamentos depressivos (do tipo, eu não valho a pena, pq você está comigo, sou doente),muito nervosa, me disse q ja se cortou antes de conhece-la, também disse q ja foi bulimica, tanto é q sua voz é rouca, pessimista ao extremo. No começo, ela era muito apaixonada, de correr atras mesmo, dai de uma hora pra outra dizia q iria pra outro lugar(ela keria sair de casa aki em campinas) como em são paulo(onde estão seus amigos), ou pra argentina, onde tem um tio, e nesses momentos me dava o rosto pra eu beijar dizendo q era pra ser seu amigo e dizia coisas q parecia uma supermulher, nem parecia depressiva, e no outro dia era minha namorada, alem de paranoias como gravidez e outros, alem de ouvir vozes e ver vultos. Enfim, como tudo na vida dela, o termino entre a gente foi confuso , de uma hora pra outra quis terminar e foi pra são paulo, faz um mes q não a vejo e não tenho contato. Minha cabeça ficou muito confusa pq nunca passei por isso.Quero me aproximar dela pelo orkut , será q devo deixar claro no convite q hj eu conheço a doença (ela mesmo se dizia doente) e sei como funciona e hj saberia lidar com isso( como a paciencia q ela sempre disse), ou isso vai afasta- la ainda mais? queria ter um contato pq ainda gosto muito dela. por favor, me deem uma direção, se devo tentar um contato ,como devo faze-lo, ou esquece - la de vez? Muito obrigado desde ja!
PSICÓLOGO :
É mesmo muito difícil o relacionamento com o Bipolar .
Se você quiser se aproximar novamente, faça pelo carinho que temos que ter com todas as pessoas. Não pense em se tornar seu terapeuta só porque agora você conhece a doença, seu papel pode ser o da pessoa que a apóia, deixe o trabalho técnico para os técnicos, pois é disso que ela precisa... de gente, de contato humano.
ET: Os três quadros que você menciona são distintos, mas nada impede que a pessoa tenha características de todos, afinal de contas a separação é apenas didática.
Como se detecta transtorno bipolar?
Existe algum exame?
PSICÓLOGO :
Não existe exame orgânico para transtorno bipolar, existe o exame feito pelo psicologo ou psiquiatra através da análise dos comportamentos, sentimentos e pensamentos do paciente. O bipolar se comporta de forma grandiloquente, tudo é exagerado, ora feliz demais ora deprimido ao extremo, mas estes sintomas podem ser confundidos com uma série de outros transtornos por isso o exame é realizado através da observação e de conversas técnicas. Em casos de transtorno bipolar é possível que alguém da família seja convidado a comparecer e oferecer informações sobe o que ocorre. Claro que este convite não será feito à pessoas as quais o próprio paciente apresente alguma objeção. Será importante que o acompanhamento possa correr durante as fases. Apenas o relato do paciente pode não ser suficiente, pois pode haver vieses onde a percepção leiga não identifique detalhes importantes. Quando o psicologo tem a oportunidade de presenciar as diferentes fases – mania (euforia) e depressão – consegue identificar o transtorno com maior exatidão. O mais importante é não manter-se em dúvida, se você desconfia que pode ser portador do transtorno bipolar procure ajuda o quanto antes, pois o controle será feito de forma muito mais eficiente quando detectado no inicio - antes que grandes prejuízos emocionais, e muitas vezes até prejuízos materiais, ocorram. Também é importante salientar que quanto mais a pessoa mantém os sintomas, sem tratamento, mais estará consolidando a doença, pois nosso cérebro reforma as conexões para tudo o que for repetido, sendo assim, ao repetir comportamentos disfuncionais do transtorno bipolar fará este transtorno intensificar-se, mas quando inicia-se o tratamento começa o freio destes comportamentos e pensamentos disfuncionais e assim seu enfraquecimento.
OUTRAS PERGUNTAS FREQUENTES REFERENTES AO TEMA: TRANSTORNO BIPOLAR
O que é bipolaridade?
PSICÓLOGO :
É um dos tipos de depressão. A característica principal do bipolar é a passagem das fases, ora desanimo total, ora super agitada, com vontade de fazer tudo que der na telha – fase de euforia também conhecida como mania, e em outros momentos a pessoas fica muito depressiva, muitas vezes até sem vontade de sair da cama e com pensamentos suicidas.
transtorno bipolar, como identificar?A que profissional recorrer?,
PSICÓLOGO :
O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo como psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos. A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia e por isso muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade. Se aceita a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão. Fase maníaca, tipicamente, leva uma a duas semanas e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor elevado pode significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece. A fase depressiva é de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada cada fase pode durar meses.
Namorou ou casamento com uma pessoa com transtorno bipolar- As mudanças constantes de humor devem acarretar diversos problemas no relacionamento.
PSICÓLOGO :
Tenho me relacionado profissionalmente com pessoas que convivem por portadores de Transtorno Bipolar . Sou psicóloga e acompanho de perto o que é viver ao lado de alguém de quem nunca se sabe o que virá, se virá beijo ou tapa. Por mais que seja difícil sempre dá pra fazer terapia e controlar, quando o bipolar quer tentar eu equilíbrio. O cônjuge também se beneficia de uma terapia, mas deve estar muito envolvido neste relacionamento, porque o investimento, emocional, é alto.
Transtorno bipolar e rejeição - O bipolar sente-se mais rejeitado que as pessoas de forma geral?
PSICÓLOGO :
Os traumas podem acentuar os sintomas do Transtorno Bipolar , mas não são a causa. Claro que estas vivencias negativas merecem cuidados.
É possível ser feliz ao lado de um bipolar?
PSICÓLOGO :
Acompanho de perto, por mais de 20 anos, os familiares de portadores de transtorno bipolar. É muito difícil, mesmo, tem pessoas que voltam com fortes sintomas em algumas fases da vida. Mas também já vi muita gente se recuperando e se tornando assintomático. Muitas vezes a pessoa que acompanha o bipolar também é tratado em terapia. Temos com esta pessoa o mesmo tratamento que um cuidador típico tem. O cuidador do idoso, do deficiente, do bipolar também é um ser humano com todas as fragilidades normais, e muitas vezes precisa sim de um suporte.
Meu marido é bipolar, devo sair desta relação?
PSICÓLOGO :
Esta é uma decisão muito complicada. O que fazer com essa pessoa que você colocou em sua vida, achando que viveria uma vida "normal", aceitando obstáculos, mas não imaginava o tamanho destes obstáculos? Muitas pessoas aceitam o papel de "cuidadoras" do marido (às vezes esposa) que adoeceu, mas muitas pessoas consideram que não devem assumir esse papel e pedem a separação. O que fazer? Não há certo nem errado. Quando você casa ou namora alguém já está previsto que este contrato pode ser rescindido a qualquer momento. Depende do quanto cada um considera justo, e possível, suportar. De toda forma, claro que a terapia dele seria uma condição imprescindível para tornar esse casamento viável. Pense bem em tudo e decida o que for melhor para você (claro, você pode pensar em você!)
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