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Clínica de Psicologia Marisa de Abreu
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Segundo Dr. Hans Selye, que foi o primeiro a utilizar o termo: Estresse é a resposta do corpo a qualquer demanda, quando forçado a adaptar-se à mudança.  Este médico provocou úlceras em seus ratos, em 1930, quando pesquisava o sistema endócrino, e ao tentar injetar hormônios eles fugiam tanto e havia tanta perseguição pelo laboratório que acabou estressando os pobres ratos que os tornou doentes.

O estresse em si não é uma coisa negativa, pois ele em um primeiro momento nos coloca em uma fase de “alerta” que nos impulsiona para a ação e nos permite ser criativo. O que é prejudicial é o estresse excessivo e sem momentos de recuperação do organismo. O ideal é saber equilibrar a quantidade de estresse necessária.

Quando o esforço que se tem que investir é muito grande para manter a situação sob controle, para nos adaptarmos às mudanças que estão ocorrendo, então nosso organismo começa a se exaurir e a se cansar.

 

A reação de stress é composta de quatro etapas que os cientistas chamam de: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão.

Primeiro momento do estresse, quando ainda é benéfico pois a adrenalina nos impulsiona para a ação:

  • Taquicardia;
  • Tensão muscular;
  • Boca seca;
  • Nó no estômago

Segunda fase, quando nossas forças já não correspondem à necessidade:

  • Sensações de desgaste generalizado;
  • Dificuldade de memória.

Terceira fase, caso não consigamos dominar o estresse:

  • Gastrites (que mais tarde se transformam em úlceras);
  • Problemas de pele (herpes, dermatite, urticária, psoríase, vitiligo etc);
  • Hipertensão arterial.
  • Envelhecimento precoce,
  • Depressão 
  • Ansiedade.
  • Dificuldades sexuais.
  • Cansaço mental;
  • Dificuldade de concentração;
  • Perda de memória imediata;
  • Apatia ou indiferença emocional;
  • Impotência sexual ou perda da vontade de ter sexo;
  • Herpes;
  • Corrimentos;
  • Infecções ginecológicas;
  • Aumento de prolactina;
  • Tumores;
  • Problemas de pele
  • Queda de cabelo;
  • Gastrite ou úlcera;
  • Perda ou ganho de peso;
  • Desânimo, apatia ou questionamento frente a vida;
  • Autodúvidas;
  • Ansiedade;
  • Crises de pânico;
  • Pressão alta;
  • Alteração dos níveis de colesterol e triglicérides;
  • Distúrbios de menstruação;
  • Queda na qualidade de vida.

Mas ainda é possível controlar, caso isso não ocorra a pessoa pode entrar na quarta fase:

  • Falta de energia;
  • Falta de concentração;
  • Incapacidade de trabalhar;
  • Falta de vontade participar de para atividades usuais.
  • Sérias doenças podem aparecer.

 

Mas não é a situação em si que provoca o estresse, é a resposta de cada um aquele estimulo determinado. Por exemplo, alguns podem achar que andar de montanha russa seja extremamente divertido, portanto nada estressante, mas outros com certeza não podem nem se imaginar em uma.

O mesmo acontece com o trabalho, se a pessoa não produzir prazerosamente, se achar que não vale a pena tanto esforço, certamente ela acabará se estressando, independente do número de horas trabalhadas.

 

O que causa estresse?

 

Pessoas obrigadas a realizar trabalhos desmotivantes. Excesso de informação. Radio, TV, E-mail, Revistas, jornais...etc. provocando a Síndrome da fadiga de informação.

Aceleração da vida cotidiana: Café instantâneo, fast-food, relações instantâneas, etc.

Pesquisas demonstram que pequenas tensões diárias, como transito, ironias do chefe, estressam mais que grandes tragédias como perda de emprego, divorcio e viuvez.

Fontes internas:
(1) Ansiedade : Estado constante de apreensão frente ao mundo e seus desafios.
(2) Pessimismo: Ótica focalizada no lado negativo e perigoso da vida;
(3) Pensamentos disfuncionais: Levam à formulação de premissas errôneas quanto à vida e aos outros.
(4) Pressa, competição e hostilidade.
(5) Falta de assertividade caracterizada pela síndrome do "nunca dizer não".

 

A adrenalina, hormônio do estresse, é liberada em caso de perigo e põe o corpo em estado de atenção máxima: as funções cardíaca e circulatória, a respiração, o processamento dos estímulos por parte do cérebro e outras funções passam a operar no máximo, a fim de possibilitar pronta reação. Nesse contexto, fala-se de uma flight-or-fight-reaction (reação de fuga ou luta), na qual todas as reservas de energia são postas a serviço de uma excitação e atividade corporal elevadas. Em linhas gerais, a noradrenalina atua de modo semelhante à adrenalina, acelerando os batimentos cardíacos. No cérebro, assim como a dopamina, ela influencia sobretudo o grau de vigilância e de excitação.

A ansiedade é muito insidiosa e se torna ainda mais prejudicial com o passar do tempo. Muitas pessoas experimentam o medo quando lêem histórias de fantasmas, vêem filme de terror ou participam de esportes radicais. Mas a ansiedade pode reprimir certas sensações, como a alegria de fazer uma descoberta ou o prazer de participar de um jogo. A ansiedade pode, também, inibir a iniciativa e a criatividade e, em doses maiores, arruinar a saúde.

O sistema nervoso simpático é ativado quando a vida torna-se excitante ou alarmante. Ele nos mobiliza para a ação. Acelera o coração e respiração. Estar estressado é preparar-se para a ação freqüentemente e não utilizar esta energia armazenada.

Durante o estresse, a glândula supra-renal libera corticosteróides que são convertidos em cortisol na corrente sanguínea. Níveis elevados de cortisol têm um efeito imunossupressivo.

 

 

 

 


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