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Filho homossexual

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filho homossexualHomossexualidade Orientação aos pais

Entrevista cedida pela psicóloga Gabriela Monea para Thaís Cordon – Site da Band

1-     Com qual idade, geralmente, a pessoa descobre atração pelo mesmo sexo?

Psicologa: Na pré-adolescência, por volta dos 12 anos, é a fase onde começa a surgir o interesse pelo sexo e, consequentemente, por pessoas do mesmo sexo. Mas, desde muito cedo, por volta dos três anos, já ocorre uma identificação maior por um ou outro gênero.

2-     Como ela sabe se realmente é "apenas" uma atração momentânea, "modinha", "curiosidade" ou realmente uma opção, um gosto?

Psicologa: Muitos pré-adolescentes participam de brincadeiras e experiências sexuais, incluindo o exibicionismo mútuo. Nessa fase, podem confundir identificação com atração sexual. É uma fase do desenvolvimento sexual e irá ajudar a amadurecer e definir a identidade sexual.  Geralmente, quando chegam à puberdade, seu interesse mostra-se mais definido – ou interessam-se pelo sexo oposto ou pelo mesmo sexo.

3-     Quais os sinais que os filhos, geralmente, dão para os pais descobrirem sua sexualidade?

Psicologa: Muitos filhos preferem que os pais não saibam sobre sua sexualidade ou demoram em fazê-lo. Isso é um reflexo da atitude dos pais frente esse assunto. Pais preconceituosos tendem a intimidar o filho e deixá-lo desconfortável para abrir-se com eles.

4-     Quais os sinais que os pais podem descobrir que os filhos são homossexuais?

Psicologa: Os sinais mais claros estão ligados à identificação de gênero. Com os meninos nota-se ligação maior com as meninas, são mais delicados, sensíveis, vestem-se de forma mais cuidadosa e com as meninas ocorre a identificação oposta, com os meninos, vestindo-se de forma mais masculina, mostrando interesses em assuntos ligados a esse universo. Mas isso não quer dizer, de forma alguma, que um menino que goste de brincar de boneca ou que uma menina que gosta de futebol, são homossexuais. Existe um conjunto de fatores que sinalizam essa preferência e esses citados anteriormente são apenas alguns deles.

5-     Qual a melhor hora do filho contar que é gay? Melhor ele se firmar como um adulto ou desde as primeiras experiências com o mesmo sexo?

Psicologa: O filho deve contar aos pais quando estiver certo de sua orientação sexual. E isso só será possível depois de passar pela fase de experimentação e descobertas. Como já foi dito anteriormente, muitos adolescentes confundem identificação com desejo sexual. Passada essa fase e certo do caminho que pretende seguir, é hora de contar aos pais.

6-     De qual forma, qual melhor momento, que o filho deve contar para os pais? Explique. Quais palavras eles devem utilizar para os pais tentarem entender da melhor forma?

Psicologa: A melhor forma de contar para os pais é da maneira mais natural e franca possível. O filho deve explicar que se sente diferente desde determinada idade, que sempre olhou para pessoas do mesmo sexo com interesse sexual e que está seguro sobre sua identidade sexual. Não existem palavras corretas nesse caso. O melhor é que haja espaço nessa relação para que o filho sinta-se confortável e seguro em contar para os pais o que ocorre com ele.
Muitos pais sentem com se estivessem perdendo um filho, pois sempre projetaram seus sonhos e expectativas nele.  O filho pode fazer com que eles entendam que tudo pode acontecer de uma forma boa também, mas com algumas modificações no que era esperado por eles. Deixando claro que não há culpados e que não é uma escolha dele ser diferente. Ele apenas é assim.

7-     Como os pais devem agir quando o filho conta, pois, geralmente, não é um entendimento fácil, certo?

Psicologa: Muitos pais culpam-se e saem em busca de respostas de onde erraram para que isso acontecesse. O ideal é que os pais acolham seu filho e o apoiem. Os pais devem entender que ser diferente da maioria das pessoas não é uma tarefa fácil e, portanto, se o filho tiver pais que o faça sentir confortável e seguro, tudo será mais tranquilo para ele.

8-     Os filhos gays devem apresentar o namorado para os pais de imediato, na hora de contar? Como deve ser o relacionamento do "namorado gay" com a família.

Psicologa: Na hora de contar o filho deve estar sozinho com o pais. Esse é um momento íntimo da família e onde muita informação está sendo trazida. Colocar outra pessoa nessa relação nesse momento pode ser apenas mais um fator tumultuante. Quanto ao relacionamento com o “namorado gay”, tudo vai depender da relação com os pais. Muitas famílias são conservadoras demais e não têm estrutura para aceitar uma exposição direta dessa relação. Mais uma vez insisto no diálogo. Tudo deve ser conversado e combinado. Tanto os pais, quanto o filho e o namorado, devem ficar à vontade e se sentirem respeitados na presença uns dos outros.

9-     A família, não estou dizendo os pais, e sim os tios entre outros, devem saber? Qual a melhor hora e como?

Psicologa: A família pode saber ou não. É uma decisão exclusiva da pessoa que irá se expor. Caso decida contar, deve ocorrer quando tudo estiver bem definido e quando a relação com os pais estiver tranquila em relação a esse assunto.

10- Fale sobre o relacionamento dos pais, família e casais homossexuais.

Psicologa: A tolerância deve partir de dentro de casa. Pais que estabelecem um diálogo desde cedo com seus filhos, apoiam em suas atitudes e os conduzem para o caminho do bem, formam pessoas mais confiantes e capazes de lidar com a diversidade e o preconceito que existem no mundo.
Apesar de a sociedade estar se mostrando cada vez mais adaptável aos novos padrões de comportamento, isso não significa que estamos livres do preconceito.
Com o aumento das informações muitas pessoas conseguem entender o que antes não era possível e passam a enxergar determinadas situações com maior tolerância.
Existe um novo padrão de família estabelecido, onde pais separados casam-se de novo, filhos de outros casamentos formam uma nova família com pais separados e filhos dessa nova união, casais homossexuais se unem a adotam crianças, pessoas optam por serem solteiras e nada disso mais é um grande tabu. Mas estamos vendo um movimento da sociedade mostrando-se um pouco mais aberta e adaptável a essas diferenças.

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