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Dia internacional da Mulher

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Psicologia Feminina - Dia internacional da Mulher
Estamos em 1857. Nova Iorque. As indústrias estão a toda e precisando de mão de obra. Quem entra para cobrir essa necessidade? A mulher. Mas as condições de trabalho são péssimas, totalmente insalubres. Então, num dia 8 de março as mulheres tomam fôlego e vão às ruas protestar por melhores condições de trabalho e, pasmem, pelo direito de votar!
E assim a sociedade foi tomando consciência de que a mulher era tratada como um ser de segunda classe.
E não me venham com essa de que o dia da mulher é todo dia não. Precisamos sim de dar uma parada para pensarmos sobre o assunto, e justamente por isso quero convidar vocês a ficarem comigo para entendermos mais sobre esse “bicho esquisito que todo mês sangra”. Lembram da música da Rita Lee?
Psicologicamente, biologicamente... O que vocês acham? Homens e mulheres são iguais? Não, não são. E não são por vários motivos.
Para começar temos a questão biológica. Nosso corpo é diferente. Nossos hormônios são diferentes.
Se temos músculos que não permitem a mesma força física que os homens, isso por si só já é suficiente para termos comportamentos diferentes.
Deixamos a caça para os homens desde as épocas das cavernas. Hoje as mulheres também vão à caça - e me refiro a todas as caças. Ela sai para caçar o sustento da casa saindo para trabalhar. Como também hoje ela se permite ter iniciativa na paquera.
Tudo isso está funcionando a 100%? Ainda não. Veja as estatísticas. As mulheres são maioria no Brasil e no planeta. As mulheres têm os maiores níveis de escolaridade, mas ainda tem os menores salários. Uma porção muito maior de famílias é chefiada apenas por mulheres. O casal separa e a família fica com ela. Os pais e sogros envelhecem e são elas que se tornam cuidadoras.
As mulheres já estão tomando iniciativa nas paqueras. Alguns homens até agradecem. Afinal de contas todo esse peso sobre os ombros deles era demais. Mas claro que sempre tem aqueles que desvalorizam a mulher que tem iniciativa. Homens já falaram isso para mim. Diziam que eles SABIAM que não tinha nada demais, que era até legal, mas lá no fundinho a coisa não batia bem para eles. Eles ainda têm aquele ranço da imagem antiga da mulher que tinha que ficar sentadinha no baile torcendo para alguma alma caridosa tirá-la para dançar, porque não era permitido que mulher tivesse iniciativa.
Voltando aos hormônios. Desde a antiguidade já se tinha o conhecimento da influencia dos líquidos do corpo no estado de humor. Já no Século V a.C., Hipócrates classificou melancolia como doença. Ele criou a teoria dos 4 humores corporais: sangue, fleugma, bílis amarela e bílis negra. Já que hormônios também comandam o estado de humor. Hormônios diferentes, comportamentos diferentes.
Quer uma prova? Muitas mulheres percebem com muita clareza que no período da ovulação é o momento dela achar todo homem muito interessante. Acabou o hormonio que comanda a ovulação, pronto! Volta tudo ao normal. Ou a própria TPM. O que é esse momento de horror na vida de muitos homens? São os hormônios.
As estatisticas também deixam bem claro as diferenças psíquicas. Mulheres tem muito mais propensão à depressão do que os homens. Por um lado mulheres tendem mais a ruminar, a passar tempos eternos pensando e repensando em como foi horrivel aquela discussão que teve, aquela fechada que levou, em como vai ser horrível ter de falar com aquela pessoa. Tudo isso é ruminação.
Claro que homens não entram nas estatisiticas, nem dá para saber ao certo quantos homens tem depressão porque eles nem vão às clínicas buscar tratamento. Ensinaram à eles que homem resolve seus problemas no tapa, no grito, no copo de cerveja.
Mas uma coisa é bem certa: por mais que pareça que as coisas estão mudando, eu ainda vejo muito comportamento antigo e disfuncional acontecendo. Quando criança eu via na TV muita informação sobre o movimento feminista. As mulheres dizendo para o mundo que não queriam mais serem tratadas como cidadãos de segunda categoria. E eu pensava “quando eu for adulta as coisas vão ser bem diferentes!”
Você que tem a mesma idade que eu, como você percebe a sociedade em relação a 30 anos atrás? Eu vejo algumas coisas muito iguais. Vejo os meninos chamando as meninas de nomes muito feios porque elas fizeram exatamente o que para eles é motivo de orgulho.
Recebo muitas, mas muitas mulheres na clínica para trabalhar esse papel passivo que elas introjetaram, mas que não funciona mais. Mulheres que se permitiram ficar dependentes do marido, mas descobrem que o paraíso não é por aí. Mulheres que entram nesse ACORDO de “você¬ trabalha e eu crio os filhos” e depois de anos de embotamento profissional o marido vai embora e ela fica com uma mínima pensão, porque ele estava na vida aprendendo a ser “esperto” e um amigo ensinou a colocar os bens no nome de parentes, assim ele fica com o que “ELE” ganhou. Mas será que ele ganhou sozinho?
Recebo muitas mulheres que chegam na clínica e me dizem que querem desenvolver o lado profissional e quando entramos mais fundo em suas questões, percebemos que o lado profissional dela é tão fragil porque caiu no conto da dona de casa, e quando dá por si percebe que não tem uma atividade da qual ela se orgulha, onde se vê produtiva, que pode contar com seu dinheiro, porque teve de prestar conta de cada pé de alface que comprou.
Não estou aqui dizendo qual deve ser o modo como as pessoas devem viver. É claro que existem mulheres felizes como dona de casa. Mas ela só são felizes porque de fato abraçaram esse papel. São donas de casa que trabalham com orgulho, que consideram sua ocupação um trabalho de valor, que de fato têm. Mas elas são felizes porque seus maridos não mudaram de idéia no meio do caminho e honram com o compromisso que assumiram. Porque se ele não honrar, a catastrofe vai cair nas costas da mulher e não do homem.
Mas e aí? Tem saida? Tem, não e fácil, mas é possivel.
Eu percebo as mulheres com muita vocação para estudar, são técnicamente as melhores, mas ainda com pouca vocação para liderança. Elas ainda passam a bola para os homens e não entram no enfrentamento da liderança. Ainda não têm a iniciativa que precisam para que ocupem mais cargos de diretoria, presidência. Mas está mudando.
Está mudando, mas tem uma coisa que não muda: mulher ainda vai parir. Não tem jeito. Ainda vai ficar de barrigão por nove meses. Ainda vai ficar preocupada se o filho comeu, tomou banho, foi para a escola, fez lição. E os homens vão continuar tranquilos porque sabem que podem contar com as mulheres para isso. Ainda não dá para fugir da dupla jornada.
Falando de vida profissional, não é à toa que mulheres estão muito mais presentes nas atividades que envolvem o cuidado de outras pessoas. Elas cozinham, limpam, cuidam da saude, trabalham com idosos e crianças, são professoras, enfermeiras, aeromoças.
Tem homens nessas profissões? Tem. Mas observem que se tem um número enorme de mulheres cozinhando, os maiores chefes de cozinha são homens. Se tem um numero maior de mulheres trabalhando em hospitais, os cargos mais altos são dos homens.
Porque, em atividades onde mulheres tem a sua excelencia, os homens estão no topo da piramide? Porque eles tem mais proatividade. Iniciativa. Ambição.
Não fiquem bravas, não, isso não é uma crítica. Isso é uma oportunidade para vocês pensarem e identificarem o proximo passo em seu aprimoramento. Vamos parar de copiar só o lado ruim dos homens. Vamos deixar a agressividade, a violência de lado e parar de encher os presidios femininos e vamos em frente no que é positivo. Vamos acreditar que ambição é algo muito bom. Vamos reavaliar o aprendizado de que ambição é coisa de homem.... “Menina bonitinha se contenta com o que tem”.
Somos iguais aos homens? Não, não somos! Isso é bom ou ruim? É bom. Viva as diferenças!
Diferenças, mas nem tanto. Já foi provado que entre homens e mulheres ninguém é menos inteligente. Nos testes de QI, homens costumam ir melhor nas questões relacionadas à inteligência não-verbal e mulheres, nas de inteligência verbal. Na média, porém, o QI feminino e o masculino são os mesmos. Mulheres são mais detalhistas e os homens têm melhor domínio da matemática.
Mas não se deixem enganar por estatísticas. Considerar uma maioria não significa totalidade. Tem mulheres no mundo da física, engenharia e são muito boas.
O que as mulheres querem mesmo é exercer o seu direito de ser feliz. De se sentirem respeitadas.
Uma paciente me contou um episódio de sua família, e quando pedi autorização a ela para mencionar, ela me deu um grande SIIIM, sim pode contar pro mundo isso que aconteceu.
Ela me conta que lá trás, suas avós e bisavós, eram proibidas de aprender a ler porque “Para que isso? Para escrever para macho”? Como se não tivessem nem o direito à educação, nem o direito ao amor.
Outra frase dita por uma senhora de “outros tempos”, mas que ainda está viva: “Se eu pudesse ter estudado, trabalhar, usar calça comprida, teria todos filhos que tive, mas não teria me casado”. Ou seja, não tem nada de “moderninho” na mulher que quer optar por compartilhar a vida só com quem ela vê que vai ser bom para ela. E se não encontrar essa pessoa, ela tem o direito de não casar com ninguém.
Mas... Quem disse que nossa sociedade permite que uma mulher de 30, 35, 40 anos não tenha marido? E se tiver marido, quem disse que pode optar por não ter filhos?
Antigamente se você não casasse ao até os 20 anos, xiiiii ficou para titia. E isso era um atestado de incompetência, feiúra, talvez achassem que a moça era doente, pois se ninguém quis, não deve ser coisa boa!
É uma tortura. Moças solteiras com mais de 30 anos se sentem as piores do mundo se são convidadas para festa de casamento. Ela não consegue desfrutar uma festa porque lá vem todo mundo perguntando. “Quando vai ser sua vez, hein”?
Mas, se um homem de 35 anos está solteiro numa festa todo mundo bate nas suas costas e lhe dá os parabéns. “Você é que é esperto, tá livre”. Mas porque a mulher está encalhada, se está na mesma situação que ele?
Parece que mulheres precisam ter um selo colado na testa. Um selo de aprovação. Se alguém casou com ela, ela recebe o selo que demonstra que alguém a quis e pronto, viveram felizes para sempre. Será?
Eu tenho uma página no Orkut onde tem uma comunidade que se chama “Converse com a psicóloga”. Lá as pessoas fazem perguntas e é lá que a gente vê a realidade. Não é a teoria da psicologia, são as pessoas colocando os fatos. Lá você pode acompanhar uma discussão de algumas semanas atrás falando justamente sobre esse ponto a cobrança da sociedade de hoje em cima da mulher solteira.
Falando em relacionamentos, vocês já perceberam o que guia a escolha de um parceiro?
Homens preferem mulheres que ganhem menos (mas hoje em dia tem que ganhar alguma coisa), que estejam dentro do padrão de beleza deles, vamos ver, comportamento conforme a psicologia evolucionista. É interessante notar que os atributos de beleza feminina se referem à maternidade, ou seja, seios (amamentação), bunda, que demonstra reserva de energia, quadris, que significam capacidade para acomodar uma gestação.
Ou seja, homens procuram boas e submissas procriadoras, mesmo que eles não se dêem conta é isso que procuram. E as mulheres preferem homens mais altos... que demonstrem uma boa posição, não precisa de grandes cargos não, mas ela precisa perceber algum poder no homem. Ele precisa demonstrar que é um bom provedor.
Perceberam? Primitivamente falando, os homens procuram procriadoras e mulheres procuram provedores.
Ok, sendo assim, as mulheres que não casam e os homens que não namoram são relegados ao cantinho mais horrível da sociedade. Seria justo, se fossemos animais ou se ainda vivêssemos nas cavernas.
Falando em cavernas, tem outro aspecto do comportamento masculino e feminino que é totalmente moldado pelas nossas heranças primitivas. Vejam que correlação interessante: os homens produzem milhares de espermatozóides a vida inteira. Mulheres nascem com aquela quantidade limitada de óvulos e até o fim da vida não produzem mais. Sendo assim as mulheres tem um produto raro, precioso, não pode desperdiçar com qualquer um. E é assim o comportamento da mulher, quer saber antes como é esse cara que se interessou por ela, se ele vale à pena.
Mas o comportamento do homem em geral é no sentido de colecionar conquistas. Quanto mais melhor. Seu produto não é raro, “tem para todas”, dá para espalhar a semente o quanto quiser.
Mas a mulher fica incapacitada após gerar sua prole. Então ela precisa de um homem que assuma e garanta a sobrevivência da prole. Daí mulher quer fazer ninho, quer saber se o cara quer só badalar ou se quer “coisa séria”.
Agora, filho da mulher é garantido que é dela mesmo, certo? Nasceu daquele corpo, é filho dela. Mas não dá para garantir que o filho é daquele homem (claro que estou falando de comportamento primitivo, e não de teste de DNA), então este homem precisa afastar tudo quanto é possibilidade de criar prole de outro macho. Daí o ciúme ser muito mais agressivo nos homens.
Ok, mais de 150 anos se passaram, não estamos mais em 1800. Aquele protesto pedindo direito a voto não faz mais sentido. Todo mundo neste país tem direito a voto. Mas será que a conquista dos direitos param por aí? Não. A cada ano uma nova mulher surge. Surge a mulher que sabe que suas idéias são ótimas, mas não tem tanta gente disposto a ouvir. A mulher de hoje quer dialogar, saber o que os homens pensam e o que outras mulheres pensam.
A mulher precisa saber que maternidade é opção, não é obrigação. Casamento é opção. Trabalhar fora ou dentro de casa também é opção, apesar desta ser uma opção que não depende só dela porque implica no acordo sobre quem arcará com o sustento da casa.
Homens e mulheres têm direitos iguais, é disto que trata este dia. Mas homens e mulheres são diferentes em termos de sentimentos e comportamentos, ou seja, são psicologicamente diferentes.
Mulher se queixa da indiferença do marido. Ele nunca quer conversar. O homem se queixa que mulher explode, e diz que mulher faz um drama de tudo. Sim, somos diferentes, além das diferenças biológicas, hormonais.
Mas também somos criados de forma diferente. Pesquisadores notaram que crianças bem pequenas, quando ainda tem 3 anos, têm muitos amiguinhos do sexo oposto, mas vão crescendo e quando chega aos sete já não tem nenhum “melhor amigo” do sexo oposto. Até chegar a adolescência quando o interesse volta, mas aí já com o sentido de paquera, de conquista.
Mas tem a criação também. Nunca é igual para meninas e meninos. As mães falam mais com as filhas sobre sentimentos do que falam com os filhos. Quando as mães falam com as filhas, dão mais detalhes de seus próprios sentimentos do que quando falam com os meninos. Isso treina as meninas a serem mais empáticas, a saberem usar mais as palavras, a lidarem com os problemas conversando. Isso faz com que os meninos aprendam apenas uma forma de lidar com os problemas: ou ele sai aos tapas ou cai fora da encrenca. E a gente vê muitos meninos grandes, de 30, 40, 50, 60 anos fazendo a mesma coisa. Só que como não dá para sair no tapa com todo mundo, o que o homem faz? Sai de cena. Vai dar uma volta em plena discussão. No máximo se abre para um amigo dizendo: “acabo se sair de uma DR (discussão de relação)”. Ah, como mulher adora discutir a relação e homens odeiam. Entenderam o porquê?
Os meninos querem competir e as meninas querem cooperar. Crescem e na vida adulta os homens fazem questão de serem independentes, durões. Querem ser solteiros bacanas. As mulheres desabam quando seus relacionamentos se rompem ou quando imaginam que não há possibilidade de novos relacionamentos. Odeiam ser solteiras.
Até as conversas divergem um pouco. Coloque um homem e uma mulher para conversar. Os homens vão querer falar de coisas, contar fatos. Mas as mulheres vão buscar uma ligação afetiva. Deve ser por isso que as mulheres são mais empáticas, sabem ler as emoções nos rostos dos homens, deve ser por isso que elas vivem com as famigeradas frases, que homens odeiam: “O que você está pensando”? Porque ela pergunta isso? Porque sabe que naquele momento tem algo de conteúdo na cabeça dele. Ele mostrou isso com suas expressões faciais. Mas ele odeia falar de sentimentos e então explode. Diz: “não estou pensando em nada”.
As mulheres são mais intensas emocionalmente do que os homens, sentem as emoções mais facilmente, expressam suas emoções. É por isso que elas consideram o item mais importante num relacionamento a comunicação. Para elas intimidade significa discutir tudo, até a própria relação.
Mas os homens não entendem e dizem “eu quero fazer coisas e ela só quer falar”. Homens querem resolver os problemas marcando um fim de semana num hotel ou saindo para andar de moto juntos, fazendo coisas, mas as mulheres querem resolver sentando e conversando a respeito.
E quando entram numa conversa a coisa ainda fica difícil. Porque os homens não são tão bons para ler as expressões de tristeza no rosto da mulher, por isso a mulher tem que ficar MUITO triste para que o homem perceba e ainda MUITO MAIS triste para que ele pergunte o que aconteceu.
E uma das coisas que são mais significativas na destruição dum casal são as críticas. O grande pecado nos relacionamentos é criticar a pessoa e não o que ela fez. Por exemplo. O marido chega atrasado. Ela já o chama de irresponsável. Pronto isso um rótulo. Ela diz que ele é irresponsável. E não que ele foi irresponsável naquele momento, e nem considerou a possibilidade duma justificativa pelo atraso. Fazendo isso, ela vai ficar cada vez menos tolerante, mais crítica nas próximas situações. Porque ela já colocou um rótulo na testa do marido, e fazendo isso você não se dá chance nem de perceber que ele pode ser diferente nas próximas situações.
Tudo piora quando as pessoas colocam esses rótulos nos outros, criticando a pessoa como um todo, e não só o ato da pessoa. Isso piora quando você coloca o DESPREZO junto. É quando você coloca palavras como babaca, incompetente, e até quando você revira os olhos como quem está dizendo “ai, meu Deus”. Esse desprezo é um veneno mortal nos relacionamentos. SE você fizer isso com seu marido, ele vai usar a única estratégia que ele aprendeu.. FUGIR. Ele vai cair fora da sala, da discussão, talvez da sua vida.
E sabe por que ele faz isso? Porque o mecanismo de defesa dele é se fechar. E o mecanismo de defesa da mulher é se abrir, falar o que sente. Já viu no que isso pode dar, não? Em nada. Nisso mesmo, num fim de relacionamento.
E como neste Dia Internacional da Mulher a gente não quer separação nenhuma, a gente quer é convivência gostosa, vamos às dicas finais:
Senhores homens, a dica para vocês é: não considere que a mulher está te atacando quando ela estiver se queixando ou discordando de você sobre alguma coisa. Isso não é um ataque pessoal, saiba que mulher precisa ventilar os problemas, ela nem quer que você resolva todos os problemas, ela quer compartilhar com você. Porque homem tem mania de querer cortar a conversa dando a resposta pronta, dando uma solução rápida. Ela não quer que você faça isso, é importante que ela sinta que você está ouvindo. Se ela sente que seus sentimentos são respeitados, tudo começa a entrar nos eixos.
E agora as dicas às mulheres: nunca, mas nunca mais, voltem a criticar, a menosprezar a pessoa em si. Critique o que ele fez e não ele como ser humano. Se você fizer um ataque pessoal ele vai se fechar.
Uma dica aos dois, homens e mulheres: sentiram que a discussão ficou “quente” demais? Faça um sinal um para o outro, vamos dar uns minutos antes de voltar a falar, deixe a pressão diminuir e só depois voltem ao assunto.
Não está conseguindo sozinho? Conte com a ajuda emocional de quem pode olhar de forma mais objetiva - o psicólogo .

Como tudo começou

Estamos em 1857. Nova Iorque. As indústrias estão a toda e precisando de mão de obra. Quem entra para cobrir essa necessidade? A mulher. Mas as condições de trabalho são péssimas, totalmente insalubres. Então, num dia 8 de março as mulheres tomam fôlego e vão às ruas protestar por melhores condições de trabalho e, pasmem, pelo direito de votar!
E assim a sociedade foi tomando consciência de que a mulher era tratada como um ser de segunda classe.
E não me venham com essa de que o dia da mulher é todo dia não. Precisamos sim de dar uma parada para pensarmos sobre o assunto, e justamente por isso quero convidar vocês a ficarem comigo para entendermos mais sobre esse “bicho esquisito que todo mês sangra”. Lembram da música da Rita Lee?

Homens e mulheres são iguais?

Psicologicamente, biologicamente... O que vocês acham? Homens e mulheres são iguais? Não, não são. E não são por vários motivos.
Para começar temos a questão biológica. Nosso corpo é diferente. Nossos hormônios são diferentes.
Se temos músculos que não permitem a mesma força física que os homens, isso por si só já é suficiente para termos comportamentos diferentes.
Deixamos a caça para os homens desde as épocas das cavernas. Hoje as mulheres também vão à caça - e me refiro a todas as caças. Ela sai para caçar o sustento da casa saindo para trabalhar. Como também hoje ela se permite ter iniciativa na paquera.
Tudo isso está funcionando a 100%? Ainda não. Veja as estatísticas. As mulheres são maioria no Brasil e no planeta. As mulheres têm os maiores níveis de escolaridade, mas ainda tem os menores salários. Uma porção muito maior de famílias é chefiada apenas por mulheres. O casal separa e a família fica com ela. Os pais e sogros envelhecem e são elas que se tornam cuidadoras.
As mulheres já estão tomando iniciativa nas paqueras. Alguns homens até agradecem. Afinal de contas todo esse peso sobre os ombros deles era demais. Mas claro que sempre tem aqueles que desvalorizam a mulher que tem iniciativa. Homens já falaram isso para mim. Diziam que eles SABIAM que não tinha nada demais, que era até legal, mas lá no fundinho a coisa não batia bem para eles. Eles ainda têm aquele ranço da imagem antiga da mulher que tinha que ficar sentadinha no baile torcendo para alguma alma caridosa tirá-la para dançar, porque não era permitido que mulher tivesse iniciativa.
Voltando aos hormônios. Desde a antiguidade já se tinha o conhecimento da influencia dos líquidos do corpo no estado de humor. Já no Século V a.C., Hipócrates classificou melancolia como doença. Ele criou a teoria dos 4 humores corporais: sangue, fleugma, bílis amarela e bílis negra. Já que hormônios também comandam o estado de humor. Hormônios diferentes, comportamentos diferentes.
Quer uma prova? Muitas mulheres percebem com muita clareza que no período da ovulação é o momento dela achar todo homem muito interessante. Acabou o hormonio que comanda a ovulação, pronto! Volta tudo ao normal. Ou a própria TPM. O que é esse momento de horror na vida de muitos homens? São os hormônios.
As estatisticas também deixam bem claro as diferenças psíquicas. Mulheres tem muito mais propensão à depressão do que os homens. Por um lado mulheres tendem mais a ruminar, a passar tempos eternos pensando e repensando em como foi horrivel aquela discussão que teve, aquela fechada que levou, em como vai ser horrível ter de falar com aquela pessoa. Tudo isso é ruminação.
Claro que homens não entram nas estatisiticas, nem dá para saber ao certo quantos homens tem depressão porque eles nem vão às clínicas buscar tratamento. Ensinaram à eles que homem resolve seus problemas no tapa, no grito, no copo de cerveja.
Mas uma coisa é bem certa: por mais que pareça que as coisas estão mudando, eu ainda vejo muito comportamento antigo e disfuncional acontecendo. Quando criança eu via na TV muita informação sobre o movimento feminista. As mulheres dizendo para o mundo que não queriam mais serem tratadas como cidadãos de segunda categoria. E eu pensava “quando eu for adulta as coisas vão ser bem diferentes!”
Você que tem a mesma idade que eu, como você percebe a sociedade em relação a 30 anos atrás? Eu vejo algumas coisas muito iguais. Vejo os meninos chamando as meninas de nomes muito feios porque elas fizeram exatamente o que para eles é motivo de orgulho.
Recebo muitas, mas muitas mulheres na clínica para trabalhar esse papel passivo que elas introjetaram, mas que não funciona mais. Mulheres que se permitiram ficar dependentes do marido, mas descobrem que o paraíso não é por aí. Mulheres que entram nesse ACORDO de “você¬ trabalha e eu crio os filhos” e depois de anos de embotamento profissional o marido vai embora e ela fica com uma mínima pensão, porque ele estava na vida aprendendo a ser “esperto” e um amigo ensinou a colocar os bens no nome de parentes, assim ele fica com o que “ELE” ganhou. Mas será que ele ganhou sozinho?

Mulheres e profissão

Recebo muitas mulheres que chegam na clínica e me dizem que querem desenvolver o lado profissional e quando entramos mais fundo em suas questões, percebemos que o lado profissional dela é tão fragil porque caiu no conto da dona de casa, e quando dá por si percebe que não tem uma atividade da qual ela se orgulha, onde se vê produtiva, que pode contar com seu dinheiro, porque teve de prestar conta de cada pé de alface que comprou.
Não estou aqui dizendo qual deve ser o modo como as pessoas devem viver. É claro que existem mulheres felizes como dona de casa. Mas ela só são felizes porque de fato abraçaram esse papel. São donas de casa que trabalham com orgulho, que consideram sua ocupação um trabalho de valor, que de fato têm. Mas elas são felizes porque seus maridos não mudaram de idéia no meio do caminho e honram com o compromisso que assumiram. Porque se ele não honrar, a catastrofe vai cair nas costas da mulher e não do homem.
Mas e aí? Tem saida? Tem, não e fácil, mas é possivel.
Eu percebo as mulheres com muita vocação para estudar, são técnicamente as melhores, mas ainda com pouca vocação para liderança. Elas ainda passam a bola para os homens e não entram no enfrentamento da liderança. Ainda não têm a iniciativa que precisam para que ocupem mais cargos de diretoria, presidência. Mas está mudando.
Está mudando, mas tem uma coisa que não muda: mulher ainda vai parir. Não tem jeito. Ainda vai ficar de barrigão por nove meses. Ainda vai ficar preocupada se o filho comeu, tomou banho, foi para a escola, fez lição. E os homens vão continuar tranquilos porque sabem que podem contar com as mulheres para isso. Ainda não dá para fugir da dupla jornada.
Falando de vida profissional, não é à toa que mulheres estão muito mais presentes nas atividades que envolvem o cuidado de outras pessoas. Elas cozinham, limpam, cuidam da saude, trabalham com idosos e crianças, são professoras, enfermeiras, aeromoças.
Tem homens nessas profissões? Tem. Mas observem que se tem um número enorme de mulheres cozinhando, os maiores chefes de cozinha são homens. Se tem um numero maior de mulheres trabalhando em hospitais, os cargos mais altos são dos homens.
Porque, em atividades onde mulheres tem a sua excelencia, os homens estão no topo da piramide? Porque eles tem mais proatividade. Iniciativa. Ambição.
Não fiquem bravas, não, isso não é uma crítica. Isso é uma oportunidade para vocês pensarem e identificarem o proximo passo em seu aprimoramento. Vamos parar de copiar só o lado ruim dos homens. Vamos deixar a agressividade, a violência de lado e parar de encher os presidios femininos e vamos em frente no que é positivo. Vamos acreditar que ambição é algo muito bom. Vamos reavaliar o aprendizado de que ambição é coisa de homem.... “Menina bonitinha se contenta com o que tem”.
Somos iguais aos homens? Não, não somos! Isso é bom ou ruim? É bom. Viva as diferenças!
Diferenças, mas nem tanto. Já foi provado que entre homens e mulheres ninguém é menos inteligente. Nos testes de QI, homens costumam ir melhor nas questões relacionadas à inteligência não-verbal e mulheres, nas de inteligência verbal. Na média, porém, o QI feminino e o masculino são os mesmos. Mulheres são mais detalhistas e os homens têm melhor domínio da matemática.
Mas não se deixem enganar por estatísticas. Considerar uma maioria não significa totalidade. Tem mulheres no mundo da física, engenharia e são muito boas.

O que as mulheres querem?

O que as mulheres querem mesmo é exercer o seu direito de ser feliz. De se sentirem respeitadas.
Uma paciente me contou um episódio de sua família, e quando pedi autorização a ela para mencionar, ela me deu um grande SIIIM, sim pode contar pro mundo isso que aconteceu.
Ela me conta que lá trás, suas avós e bisavós, eram proibidas de aprender a ler porque “Para que isso? Para escrever para macho”? Como se não tivessem nem o direito à educação, nem o direito ao amor.
Outra frase dita por uma senhora de “outros tempos”, mas que ainda está viva: “Se eu pudesse ter estudado, trabalhar, usar calça comprida, teria todos filhos que tive, mas não teria me casado”. Ou seja, não tem nada de “moderninho” na mulher que quer optar por compartilhar a vida só com quem ela vê que vai ser bom para ela. E se não encontrar essa pessoa, ela tem o direito de não casar com ninguém.
Mas... Quem disse que nossa sociedade permite que uma mulher de 30, 35, 40 anos não tenha marido? E se tiver marido, quem disse que pode optar por não ter filhos?
Antigamente se você não casasse ao até os 20 anos, xiiiii ficou para titia. E isso era um atestado de incompetência, feiúra, talvez achassem que a moça era doente, pois se ninguém quis, não deve ser coisa boa!
É uma tortura. Moças solteiras com mais de 30 anos se sentem as piores do mundo se são convidadas para festa de casamento. Ela não consegue desfrutar uma festa porque lá vem todo mundo perguntando. “Quando vai ser sua vez, hein”?
Mas, se um homem de 35 anos está solteiro numa festa todo mundo bate nas suas costas e lhe dá os parabéns. “Você é que é esperto, tá livre”. Mas porque a mulher está encalhada, se está na mesma situação que ele?
Parece que mulheres precisam ter um selo colado na testa. Um selo de aprovação. Se alguém casou com ela, ela recebe o selo que demonstra que alguém a quis e pronto, viveram felizes para sempre. Será?
Eu tenho uma página no Orkut onde tem uma comunidade que se chama “Converse com a psicóloga”. Lá as pessoas fazem perguntas e é lá que a gente vê a realidade. Não é a teoria da psicologia, são as pessoas colocando os fatos. Lá você pode acompanhar uma discussão de algumas semanas atrás falando justamente sobre esse ponto a cobrança da sociedade de hoje em cima da mulher solteira.
Falando em relacionamentos, vocês já perceberam o que guia a escolha de um parceiro?
Homens preferem mulheres que ganhem menos (mas hoje em dia tem que ganhar alguma coisa), que estejam dentro do padrão de beleza deles, vamos ver, comportamento conforme a psicologia evolucionista. É interessante notar que os atributos de beleza feminina se referem à maternidade, ou seja, seios (amamentação), bunda, que demonstra reserva de energia, quadris, que significam capacidade para acomodar uma gestação.
Ou seja, homens procuram boas e submissas procriadoras, mesmo que eles não se dêem conta é isso que procuram. E as mulheres preferem homens mais altos... que demonstrem uma boa posição, não precisa de grandes cargos não, mas ela precisa perceber algum poder no homem. Ele precisa demonstrar que é um bom provedor.
Perceberam? Primitivamente falando, os homens procuram procriadoras e mulheres procuram provedores.
Ok, sendo assim, as mulheres que não casam e os homens que não namoram são relegados ao cantinho mais horrível da sociedade. Seria justo, se fossemos animais ou se ainda vivêssemos nas cavernas.
Falando em cavernas, tem outro aspecto do comportamento masculino e feminino que é totalmente moldado pelas nossas heranças primitivas. Vejam que correlação interessante: os homens produzem milhares de espermatozóides a vida inteira. Mulheres nascem com aquela quantidade limitada de óvulos e até o fim da vida não produzem mais. Sendo assim as mulheres tem um produto raro, precioso, não pode desperdiçar com qualquer um. E é assim o comportamento da mulher, quer saber antes como é esse cara que se interessou por ela, se ele vale à pena.
O comportamento do homem em geral é no sentido de colecionar conquistas. Quanto mais melhor. Seu produto não é raro, “tem para todas”, dá para espalhar a semente o quanto quiser.
A mulher fica incapacitada após gerar sua prole. Então ela precisa de um homem que assuma e garanta a sobrevivência da prole. Daí mulher quer fazer ninho, quer saber se o cara quer só badalar ou se quer “coisa séria”.
Agora, filho da mulher é garantido que é dela mesmo, certo? Nasceu daquele corpo, é filho dela. Mas não dá para garantir que o filho é daquele homem (claro que estou falando de comportamento primitivo, e não de teste de DNA), então este homem precisa afastar tudo quanto é possibilidade de criar prole de outro macho. Daí o ciúme ser muito mais agressivo nos homens.
Ok, mais de 150 anos se passaram, não estamos mais em 1800. Aquele protesto pedindo direito a voto não faz mais sentido. Todo mundo neste país tem direito a voto. Mas será que a conquista dos direitos param por aí? Não. A cada ano uma nova mulher surge. Surge a mulher que sabe que suas idéias são ótimas, mas não tem tanta gente disposto a ouvir. A mulher de hoje quer dialogar, saber o que os homens pensam e o que outras mulheres pensam.
A mulher precisa saber que maternidade é opção, não é obrigação. Casamento é opção. Trabalhar fora ou dentro de casa também é opção, apesar desta ser uma opção que não depende só dela porque implica no acordo sobre quem arcará com o sustento da casa.
Homens e mulheres têm direitos iguais, é disto que trata este dia. Mas homens e mulheres são diferentes em termos de sentimentos e comportamentos, ou seja, são psicologicamente diferentes.
Mulher se queixa da indiferença do marido. Ele nunca quer conversar. O homem se queixa que mulher explode, e diz que mulher faz um drama de tudo. Sim, somos diferentes, além das diferenças biológicas, hormonais.

Ambientes diferententes no mesmo lugar

Mas também somos criados de forma diferente. Pesquisadores notaram que crianças bem pequenas, quando ainda tem 3 anos, têm muitos amiguinhos do sexo oposto, mas vão crescendo e quando chega aos sete já não tem nenhum “melhor amigo” do sexo oposto. Até chegar a adolescência quando o interesse volta, mas aí já com o sentido de paquera, de conquista.
Mas tem a criação também. Nunca é igual para meninas e meninos. As mães falam mais com as filhas sobre sentimentos do que falam com os filhos. Quando as mães falam com as filhas, dão mais detalhes de seus próprios sentimentos do que quando falam com os meninos. Isso treina as meninas a serem mais empáticas, a saberem usar mais as palavras, a lidarem com os problemas conversando. Isso faz com que os meninos aprendam apenas uma forma de lidar com os problemas: ou ele sai aos tapas ou cai fora da encrenca. E a gente vê muitos meninos grandes, de 30, 40, 50, 60 anos fazendo a mesma coisa. Só que como não dá para sair no tapa com todo mundo, o que o homem faz? Sai de cena. Vai dar uma volta em plena discussão. No máximo se abre para um amigo dizendo: “acabo se sair de uma DR (discussão de relação)”. Ah, como mulher adora discutir a relação e homens odeiam. Entenderam o porquê?
Os meninos querem competir e as meninas querem cooperar. Crescem e na vida adulta os homens fazem questão de serem independentes, durões. Querem ser solteiros bacanas. As mulheres desabam quando seus relacionamentos se rompem ou quando imaginam que não há possibilidade de novos relacionamentos. Odeiam ser solteiras.
Até as conversas divergem um pouco. Coloque um homem e uma mulher para conversar. Os homens vão querer falar de coisas, contar fatos. Mas as mulheres vão buscar uma ligação afetiva. Deve ser por isso que as mulheres são mais empáticas, sabem ler as emoções nos rostos dos homens, deve ser por isso que elas vivem com as famigeradas frases, que homens odeiam: “O que você está pensando”? Porque ela pergunta isso? Porque sabe que naquele momento tem algo de conteúdo na cabeça dele. Ele mostrou isso com suas expressões faciais. Mas ele odeia falar de sentimentos e então explode. Diz: “não estou pensando em nada”.
As mulheres são mais intensas emocionalmente do que os homens, sentem as emoções mais facilmente, expressam suas emoções. É por isso que elas consideram o item mais importante num relacionamento a comunicação. Para elas intimidade significa discutir tudo, até a própria relação.
Mas os homens não entendem e dizem “eu quero fazer coisas e ela só quer falar”. Homens querem resolver os problemas marcando um fim de semana num hotel ou saindo para andar de moto juntos, fazendo coisas, mas as mulheres querem resolver sentando e conversando a respeito.
E quando entram numa conversa a coisa ainda fica difícil. Porque os homens não são tão bons para ler as expressões de tristeza no rosto da mulher, por isso a mulher tem que ficar MUITO triste para que o homem perceba e ainda MUITO MAIS triste para que ele pergunte o que aconteceu.
E uma das coisas que são mais significativas na destruição dum casal são as críticas. O grande pecado nos relacionamentos é criticar a pessoa e não o que ela fez. Por exemplo. O marido chega atrasado. Ela já o chama de irresponsável. Pronto isso um rótulo. Ela diz que ele é irresponsável. E não que ele foi irresponsável naquele momento, e nem considerou a possibilidade duma justificativa pelo atraso. Fazendo isso, ela vai ficar cada vez menos tolerante, mais crítica nas próximas situações. Porque ela já colocou um rótulo na testa do marido, e fazendo isso você não se dá chance nem de perceber que ele pode ser diferente nas próximas situações.
Tudo piora quando as pessoas colocam esses rótulos nos outros, criticando a pessoa como um todo, e não só o ato da pessoa. Isso piora quando você coloca o DESPREZO junto. É quando você coloca palavras como babaca, incompetente, e até quando você revira os olhos como quem está dizendo “ai, meu Deus”. Esse desprezo é um veneno mortal nos relacionamentos. SE você fizer isso com seu marido, ele vai usar a única estratégia que ele aprendeu.. FUGIR. Ele vai cair fora da sala, da discussão, talvez da sua vida.
E sabe por que ele faz isso? Porque o mecanismo de defesa dele é se fechar. E o mecanismo de defesa da mulher é se abrir, falar o que sente. Já viu no que isso pode dar, não? Em nada. Nisso mesmo, num fim de relacionamento.
E como neste Dia Internacional da Mulher a gente não quer separação nenhuma, a gente quer é convivência gostosa, vamos às dicas finais:

Dicas para os homens

Senhores homens, a dica para vocês é: não considere que a mulher está te atacando quando ela estiver se queixando ou discordando de você sobre alguma coisa. Isso não é um ataque pessoal, saiba que mulher precisa ventilar os problemas, ela nem quer que você resolva todos os problemas, ela quer compartilhar com você. Porque homem tem mania de querer cortar a conversa dando a resposta pronta, dando uma solução rápida. Ela não quer que você faça isso, é importante que ela sinta que você está ouvindo. Se ela sente que seus sentimentos são respeitados, tudo começa a entrar nos eixos.
E agora as dicas às mulheres: nunca, mas nunca mais, voltem a criticar, a menosprezar a pessoa em si. Critique o que ele fez e não ele como ser humano. Se você fizer um ataque pessoal ele vai se fechar.
Uma dica aos dois, homens e mulheres: sentiram que a discussão ficou “quente” demais? Faça um sinal um para o outro, vamos dar uns minutos antes de voltar a falar, deixe a pressão diminuir e só depois voltem ao assunto.
Não está conseguindo sozinho? Conte com a ajuda emocional de quem pode olhar de forma mais objetiva - o psicólogo .

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