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Tratamento para TDAH com Opções terapêuticas não medicamentosas

O TDAH é geralmente considerado um transtorno neurobiológico, mas nem sempre foi assim, e, além disso, esse é um diagnóstico polêmico para muitos profissionais. De todo modo, há tratamento para TDAH, ou melhor, para as questões que atravessam esse diagnóstico através de psicoterapia- sem uso de medicamentos.


O transtorno de deficit de atenção e hiperatividade, o TDAH, já foi considerado como doença do campo das deficiências intelectuais, demências e deficiência no controle mental.
Em alguns estudos o TDAH chegou a ser denominado como uma síndrome de encefalite letárgica devido às desordens neurológicas que influenciavam na vida cotidiana, só no século XX, a literatura médica começou a definir de forma consolidada o conceito de TDAH.
Isso ocorreu graças aos avanços da indústria farmacêutica, notadamente, na década de 1950, e que influenciou a psiquiatria e a própria ideia de doença mental, que moveu seu foco da estrutura e relações psíquicas para os sintomas.
Estimulantes como Ritalina são receitados para crianças hoje em dia justamente porque atacam os sintomas ligados a TDAH, especialmente a falta de atenção.
No entanto, qualquer pessoa que utilizar uma dessas substâncias terá sua concentração aumentada. A ação do estimulante não está ligada a nenhum desequilíbrio químico, diferença anatômica, ou outra característica orgânica mensurável pela ciência, até o momento, referente a TDAH.
Ainda assim, milhares de pessoas são medicadas com base apenas em sintomas, muitas vezes isolados, sem que seja considerado o contexto sócio-histórico e psicológico individual, privilegiando um diagnóstico neurobiológico que não se sustenta cientificamente.

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Exclusão social por TDAH


Nas escolas, a ideologia normativa médica, difundida pela mídia, faz com que professores e coordenadores professem diagnósticos diante da observação de certos comportamentos das crianças, principalmente de TDAH e as encaminhem para avaliação psiquiátrica, neurológica e/ou psicológica.

A criança doente


A criança diagnosticada com TDAH de um lado tem a família e a escola que não conseguem controlar os comportamentos da criança, portanto, desejam silenciar a criança e sua “agitação”.


E do outro se tem a criança que não é escutada. Tendo o saber médico como primeira escolha tem-se também a intervenção medicamentosa, e esta, atende à demanda dos pais, que não precisam questionar suas implicações nos sintomas do filho, e a escola que tende a se eximir do questionamento sobre as maneiras de lidar com a criança.


A criança neste saber fica excluída do processo. Ao ser classificada como “doente” ou “portadora” de síndromes e transtornos deixa de ser autora do próprio sofrimento e passa a ser objeto de cuidados especializados.


Além de excluir o olhar de outras disciplinas, é possível notar que por considerarem os sintomas como manifestações da bioquímica cerebral, a nosologia da última edição do "Manual de Diagnóstico Estatístico de Transtornos Mentais” da Associação de Psiquiatria dos EUA (DSM-5) prevalece em detrimento a descrição dos sintomas apresentados pela pessoa.

Tratamentos para TDAH sem uso de drogas
Como tratar pessoas com TDAH?


O tratamento para TDAH deve ser focado nas questões reais trazidas pela pessoa ao consultório psicológico.
Sem desprezar os sintomas o(a) profissional deve observar as relações dinâmicas entre conteúdos internos e ambiente externo para diagnosticar as questões que afligem seu(ua) cliente.


Terapia da fala, modificação de comportamentos e crenças negativas fazem parte do vasto arsenal da psicoterapia para tratar o TDAH em crianças e adultos.

Psicoterapia psicodinâmica para tratar TDAH


A respeito da psicoterapia psicanalítica o(a) psicólogo(a) que se utiliza dos fundamentos psicanalíticos pode contribuir para o debate sobre medicalização da infância a partir da prática clínica.


Uma vez que os fundamentos teóricos e as práticas da psicanálise questionam a utilização unívoca do instrumento médico organicista e propõem a criação de um espaço favorável para que os elementos criativos fundamentais que não se estabeleceram possam ser desenvolvidos pelo(a) paciente.


A psicanálise irá atuar através da dinâmica transferencial entre terapeuta e cliente estabelecer uma relação onde conteúdos invisibilizados possam surgir e trabalhar no sentido inverso da nomeação diagnóstica reconhecida por pais e “especialistas” e sua medicalização das questões subjetivas.


A clínica psicanalítica, assim como outras abordagens psicodinâmicas, irá promover o acesso da criança e do adulto aos aspectos de sua singularidade, antes negados, caminhando no sentido de ampliação e otimização do seu processo de subjetivação.


Técnicas projetivas como desenhos e manipulação de objetos e brinquedos podem facilitar a elaboração e aprofundamento de conteúdos em crianças. Enquanto em adultos o discurso é privilegiado.


Nas conversas com o(a) psicoterapeuta a pessoa relata impressões, pensamentos, sentimentos e projeções, verbalizadas ou não no relacionamento de seu inconsciente com a figura do (a) psicólogo que também recebe a projeção de sujeitos internos.
No setting terapêutico estabelecido dessa maneira, cliente e terapeuta ficam confortáveis para a eclosão de material inconsciente da pessoa atendida.


Trabalhando com esse material o(a) psicólogo(a) pode ajudar o(a) cliente a desvendar significados e construir futuros para além dos seus sintomas.

Terapia cognitiva comportamental (TCC) para TDAH


O prejuízo dos sintomas, as comorbidades, a motivação do(a) paciente e a disponibilidade familiar são fatores importantes a serem considerados pelo(a) psicólogo(a) na elaboração do plano de tratamento.


No tratamento para TDAH em crianças a TCC deve ser adaptada para adequar-se às suas características individuais, porém, diversos princípios originalmente estabelecidos por essa abordagem são aplicáveis ao público infantil, como por exemplo, a mudança comportamental e cognitiva e a estruturação das sessões.


Pode-se destacar também a intervenção diferenciada para acessar o funcionamento cognitivo da criança, a partir da adaptação na linguagem, do uso de materiais lúdicos, trabalho manual e outros meios que exigem menos dedicação verbal.


Assim, o modelo cognitivo é indicado no tratamento infantil, porém, as estratégias interventivas devem ter como foco as emoções e o comportamento, em detrimento dos pensamentos automáticos e outros níveis de cognição, relacionados à maturidade das funções superiores.
Nesse contexto, o(a) terapeuta deve atentar-se para o nível de desenvolvimento do cliente ao elaborar seu plano de intervenção.

Técnicas da TCC no tratamento para TDAH


A Psicoeducação é uma das técnicas mais utilizadas no tratamento do TDAH na TCC.
Utilizada nas sessões iniciais do tratamento, essa técnica consiste no ensino sobre o TDAH, bem como sobre o modelo cognitivo.


Nesse sentido, cliente, família e professores (no caso de atendimento a crianças) passam a compreender melhor os sintomas e prejuízos acarretados pelo transtorno, desfazendo rótulos (preguiçoso, burro, incompetente), comumente empregados a essas pessoas.


A técnica de solução de problemas também é apontada nos estudos como sendo uma das estratégias mais utilizadas nos tratamentos cognitivos do TDAH.


O treino de solução de problemas possui cinco etapas, partindo da identificação do problema, onde posteriormente são elencadas soluções alternativas.


O próximo passo é avaliar as consequências de cada alternativa, a escolha de uma delas e por fim, a avaliação dos resultados obtidos com a qual for escolhida.


O objetivo dessa técnica é agir no deficit de controle inibitório, caracterizado pelo “agir antes de pensar”, possibilitando dessa forma, treinar o pensamento antes da ocorrência do comportamento.

Qual o tratamento para TDAH?


Como discutimos acima, os sintomas ligados ao diagnóstico de TDAH estão ligados ao deficit de atenção e hiperatividade e são orientados por uma visão medicalizante da vida, que prioriza o uso de estimulantes ao invés de uma abordagem mais holística e humanizada.


O melhor tratamento para TDAH será ofertado pelo(a) psicoterapeuta que souber priorizar um olhar multifatorial sobre um fenômeno que é vendido como alvo para um produto da indústria farmacêutica, e nada mais.


Criança e adulto devem ter seu tratamento adaptado para sua faixa etária, considerando sua maturidade e disponibilidade, além de ter uma intervenção construída individualmente para suas necessidades.

Oferecemos um atendimento individualizado e humano em nossa clínica. Agende sua consulta conosco.

 
Referências

Marisa de Abreu Psicóloga

CRP 06/29493

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TIMIMI, Sami. Insane Medicine: How the Mental Health Industry Creates Damaging Treatment Traps and How you can Escape Them. Editora do Autor. 2020.

VERÍSSIMO, Juliana Mistrini; DOS REIS, Maria Elizabeth Barreto Tavares. Dificuldades afetivo-emocionais na infância: a psicoterapia psicanalítica frente à medicalização. Diálogos em Psicanálise-Anais da III Jornada do LEPPSI e II Seminário do curso de especialização em Clínica Psicanalítica da UEL, p. 22.

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