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Como a Psicologia entende a preguiça?

A preguiça pode ser um momento de ócio nas atividades corriqueiras, uma folga do trabalho formal, ou mesmo uma evitação de alguma tarefa que não queremos realizar naquele momento. A preguiça pode ser passageira, uma resposta natural ao cansaço ou ao estresse. Ela também pode ser sinal de que há problemas afetivos ou de outra ordem, principalmente se persistir em vários cenários de nossas vidas.

 

Preguiça na ciência

 

Em meados do século XX, o psicólogo Leonard Carmichael observou que 'preguiça não é uma palavra que aparece no índice da maioria dos livros técnicos de psicologia' e, portanto, assim como outras ciências a psicologia não desenvolveu qualquer um corpo substancial ou abrangente de pesquisa sobre a preguiça.¹

Há alguns estudos psicológicos dispersos, que muitas vezes são publicados em jornais online ou em portais da Internet, mas apenas alguns esforços empíricos sistemáticos mostrando como a preguiça é algo a ser levado a sério ao lado de outras emoções.¹

Se aceitarmos a afirmação de Arlie R. Hochschild- professora emérita dos EUA de sociologia na Universidade da Califórnia, Berkeley-, de que as emoções (ao contrário de meros 'sentimentos') consistem em uma consciência e avaliação da situação, das sensações corporais vivenciadas, da exibição de gestos expressivos e um rótulo cultural para atribuir a essa experiência emocional , e se pudermos ver que todos esses quatro aspectos também se aplicam à preguiça (assim como outras emoções como vergonha, timidez, orgulho, ou desejo sexual, por exemplo), então devemos admitir que a preguiça é de fato uma 'emoção'.¹

Portanto, se concordarmos que a preguiça é uma emoção - mas para alguns também um estilo de vida, para outros um estado de espírito e, para outros, provavelmente uma doença então precisamos ter em mente o caráter plástico e flexível da preguiça na sua expressão individual em diferentes pessoas.¹

 

Preguiça por que?

 

É preciso se perguntar quando, de que maneira e em que ambiente se apresenta a preguiça para que possamos responder a questão: “como a psicologia entende a preguiça?”

É preciso diferenciar a preguiça, a evitação de afazeres, com o cansaço, a falta de energia para executar algum trabalho. E para realizar esse autodiagnóstico é preciso estar-se atento(a) a si mesmo(a) e ao próprio corpo.

Há algumas práticas como exercícios físicos, meditação e alimentação mais balanceada que podem nos ajudar a manter uma rotina mais equilibrada e promover melhor discernimento sobre nossas sensações e motivações.

Diante das dificuldades do dia a dia, aí inclusa a falta de tempo para lidar efetivamente com diferentes demandas a preguiça pode surgir como uma ação de resistência a um trabalho alienante, a uma rotina sem sentido ou a uma cultura empobrecedora.

Claro que a preguiça pode ser também sintoma de algum distúrbio físico ou psicológico, principalmente se acompanhada de outras manifestações como tristeza e autodepreciação. É preciso atenção para notar a presença da preguiça e outros comportamentos ou pensamentos que causem algum impacto no seu dia a dia.

 

 

Preguiça ou depressão

 

Não querer fazer algo que precisa ser feito não é, necessariamente, patológico. Porém há alguns quadros clínicos, como a depressão, por exemplo, em que a pessoa se sente desmotivada para o desempenho de qualquer tarefa.

Em nosso mundo atual a preguiça pode ter variados significados a depender do local, contexto e de quem é a pessoa considerada preguiçosa. Nossa sociedade é estruturada por valores religiosos e do mundo do trabalho, nossos corpos, gêneros e sexualidades são atravessados e construídos pelo modo de produção de bens e serviços contemporâneos, e pela moral judaico-cristã em nós.

A procrastinação, o adiamento da realização de tarefas constante também é uma faceta da preguiça que pode trazer problemas para o desempenho de nossas tarefas diárias.

 

Preguiça saudável?

 

Seria possível exercer a preguiça plenamente? Ficar-se “á toa” sem responsabilidades, trabalho, preocupações? A psicanálise já no início do século XX propunha que nossa condição humana supõe que um mínimo de trabalho psíquico esteja sempre em operação; uma quota mínima necessária e correlata da própria faculdade de estar vivo – sendo que a atividade inconsciente, na verdade, nunca cessaria.

Há que se perguntar a quem serve a nossa preguiça. Tal questão pode nos guiar até uma resposta sobre se ela é saudável ou não.

Além disso, após a primeira infância, e nossos primeiros anos de vida, onde temos nossas necessidades supridas pelo ambiente (idealmente), ou seja, pela família, ou, extensivamente, por cuidadores, passamos a ter de trabalhar no mundo para alcançar metas, ou dito de outra maneira, para diminuir nosso desprazer, nossa tensão, num ambiente que já não nos fornece tudo o que precisamos naquele paraíso infantil de outrora.

Também sabemos que a visão de que o trabalho é uma atividade necessariamente vinculada ao sofrimento e à dor é também uma noção que não se aplica à todas as culturas e nem mesmo a todos as pessoas que vivem em uma mesma cultura.

Em outros povos que não foram marcados pela insígnia do espírito do capitalismo europeu, nem pela moral cristã, por exemplo, observam-se formas de trabalho que não se articulam necessariamente com o sofrimento e o trauma.

Muitas vezes, as organizações sociais dos povos originários (indígenas) do Brasil, por exemplo, dão testemunho de uma civilização na qual as tarefas do dia a dia são realizadas em ordem a aplacar uma necessidade, e não como penitência, ou como obrigação alienante.

Na verdade, não é nem sequer preciso um deslocamento do ponto de vista para outras sociedades para que isso se torne evidente. Uma viagem ao interior mais rural do Estado de São Paulo já pode mostrar a acentuada diferença no ritmo e nas expectativas nas vidas das pessoas, apontando que não há uma única narrativa possível para nossas vidas.

 

Preguiça como tratar?

 

Caso a preguiça seja um problema para você, no exercício de sua profissão, estudos, ou mesmo no relacionamento com outras pessoas ela seja um empecilho para agendar aquele encontro sempre adiado há algumas técnicas e orientações profissionais que a psicologia pode fornecer para lhe ajudar.

Para um diagnóstico e auxílio especializado entre em contato conosco e aprenda a lidar melhor com a preguiça ou outro quadro do qual ela seja a manifestação mais visível.

 

Marisa de Abreu

Psicóloga

CRP 06/29493

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Referência

CABRAL, Paulo Emilio Pessoa Lustosa. Ensaio sobre a preguiça. 2015. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

1 JACOBSEN, Michael Hviid. Emotions, Everyday Life and Sociology, Routledge; 1st edition. 2018.



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Marisa de Abreu Alves
Psicóloga
CRP 06/29493


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