Compulsão por compras
Compulsão por compras
Há até pouco tempo atrás não havia diagnóstico para quem tivesse sintomas compulsivos, principalmente quando a compulsão estava dirigida ao ato de comprar.
Considerava-se esta pessoa “irresponsável”, sem compreender todo seu sofrimento interno.
O cérebro do compulsivo é viciado. Toda compulsão oferece, num primeiro momento, um prazer extremo, a sensação de ser recompensado é intensa ao adquirir aquele sapato maravilhoso, aquela bolsa esplendorosa. Mas não é de se estranhar que em pouco tempo todo o maravilhamento da compra se esvai. O tal sapato já não trás mais satisfação alguma, e como o cérebro desta pessoa já “aprendeu” a se satisfazer a traves de compras, a pessoa é impulsionada a repetir o ato de compra. E repete, repete até o cartão de crédito estourar, os empréstimos se acumularem, a família se indispor por completo.
Algumas pessoas tem uma fragilidade maior para adquirir vícios. Alguns autores defendem a tese de haver personalidades com esta tendência. Mas de toda forma o que há em comum com todas as pessoas compulsivas é a necessidade em suprir carências internas.
O ato da compra dá uma sensação de plenitude, uma sensação de que agora tudo será perfeito, com a aquisição deste produto nada mais faltará e tudo será perfeito, mas a realidade aparece em pouco tempo.
O caminho para superação é difícil, mas não impossível. A terapia envolve tanto a compreensão racional de seus atos, a busca de soluções práticas quanto a formas de pagar as dívidas, como o entendimento das emoções básicas não atendidas que resultaram em compulsão.
Muitas vezes há fortes eventos na história de vida deste compulsivo que colaboraram na instalação do sintoma, mas muitas vezes os eventos não são tão óbvios assim. Informações disfuncionais absorvidas ao longo da vida em doses imperceptíveis, podem ter fortes influencias.
Sobre este assunto cedi entrevista ao portal Terra (repórter Alessandra Monteiro) com o titulo:
CONSUMO DESENFREADO PODE SER DISTÚRBIO PSICOLÓGICO
Segue matéria completa:
Com a chegada das férias, do Natal e do ano-novo, o movimento nos shoppings, lojas, e comércio em geral aumenta, já que a vontade de presentear familiares, amigos, e a si mesma ganham grandes proporções. O problema é quando as compras saudáveis de fim de ano se tornam algo mais sério, como a compulsão consumista.
A obsessão por consumir, de acordo com a psicóloga comportamental Marisa de Abreu, é identificada quando ocorrem prejuízos de qualquer natureza: pessoal, social ou financeira. “Identificamos o consumo descontrolado ou comportamento obsessivo quando a pessoa percebe que está adquirindo itens que nunca irá usar, que não cabem em seu armário ou pelos quais ela não pode pagar”, diz Marisa.
As diferenças entre quem gosta de gastar e de quem é consumista compulsiva são muito sutis. Por isso, para o correto diagnóstico o que conta mesmo é a quantidade das compras e a intensidade com que se recorre a elas para obter a sensação de prazer e bem-estar. “Em geral, o compulsivo tem carências afetivas e o consumo se torna uma forma de dar vazão a essas necessidades”, diz a psicóloga.
Dicas para gastar menos
Para não cair na tentação de gastar muito e viver bem com menos, Marisa explica que é preciso ter consciência de que é muito mais gostoso gastar apenas o que se pode em um dia e viver os outros 364 em paz com a sua conta bancária, do que gastar o que não se pode e passar o resto do ano sofrendo por ter feito uma compra desnecessária. “O bacana é intensificar a sensação de prazer feita em cada compra”, aconselha.
Uma das dicas antes de sair de casa é fazer uma lista do que irá se comprar e, ao lado, escrever qual será o orçamento destinado às compras. “Estude esse orçamento, mantenha firme sua proposta e, quando estiver comprando, não olhe para o que não está na lista”, indica a psicóloga.
Já em casos mais graves, o tratamento psicológico indicado para o distúrbio é a terapia cognitiva comportamental, que treina os padrões de pensamentos e sensações que levam à compulsão. Eles são analisados e substituídos por outros pensamentos funcionais. O psicólogo, dessa maneira, desenvolve tarefas nas quais o comportamento compulsivo é enfraquecido por meio de enfrentamentos nunca antes vividos pelo paciente.
Mulheres gastam mais?
Segundo a psicóloga, em geral, as mulheres são mais consumistas do que os homens por serem mais sensíveis e emocionais. “Por mais que os homens sejam os “caçadores e provedores” da família, elas administram o quanto de suprimentos é necessário para o consumo”, compara.
Além disso, ela observa que tanto homens quanto mulheres gastam mais do que podem como forma de serem aceitos pelos outros e por si mesmos, carência que pode e deve ser superada. “É importante lembrar que o seu valor como pessoa não está relacionado ao valor de suas aquisições”, finaliza a psicóloga.
Há até pouco tempo atrás não havia diagnóstico para quem tivesse sintomas compulsivos, principalmente quando a compulsão estava dirigida ao ato de comprar.Considerava-se esta pessoa “irresponsável”, sem compreender todo seu sofrimento interno.
O cérebro do compulsivo é viciado. Toda compulsão oferece, num primeiro momento, um prazer extremo, a sensação de ser recompensado é intensa ao adquirir aquele sapato maravilhoso, aquela bolsa esplendorosa. Mas não é de se estranhar que em pouco tempo todo o maravilhamento da compra se esvai. O tal sapato já não trás mais satisfação alguma, e como o cérebro desta pessoa já “aprendeu” a se satisfazer a traves de compras, a pessoa é impulsionada a repetir o ato de compra. E repete, repete até o cartão de crédito estourar, os empréstimos se acumularem, a família se indispor por completo.
Algumas pessoas tem uma fragilidade maior para adquirir vícios. Alguns autores defendem a tese de haver personalidades com esta tendência. Mas de toda forma o que há em comum com todas as pessoas compulsivas é a necessidade em suprir carências internas.
O ato da compra dá uma sensação de plenitude, uma sensação de que agora tudo será perfeito, com a aquisição deste produto nada mais faltará e tudo será perfeito, mas a realidade aparece em pouco tempo.
O caminho para superação é difícil, mas não impossível. A terapia envolve tanto a compreensão racional de seus atos, a busca de soluções práticas quanto a formas de pagar as dívidas, como o entendimento das emoções básicas não atendidas que resultaram em compulsão.
Muitas vezes há fortes eventos na história de vida deste compulsivo que colaboraram na instalação do sintoma, mas muitas vezes os eventos não são tão óbvios assim. Informações disfuncionais absorvidas ao longo da vida em doses imperceptíveis, podem ter fortes influencias.
Entrevista cedida ao portal Terra - repórter Alessandra Monteiro. Segue matéria completa:
CONSUMO DESENFREADO PODE SER DISTÚRBIO PSICOLÓGICO
Com a chegada das férias, do Natal e do ano-novo, o movimento nos shoppings, lojas, e comércio em geral aumenta, já que a vontade de presentear familiares, amigos, e a si mesma ganham grandes proporções. O problema é quando as compras saudáveis de fim de ano se tornam algo mais sério, como a compulsão consumista.
A obsessão por consumir, de acordo com a psicóloga comportamental Marisa de Abreu, é identificada quando ocorrem prejuízos de qualquer natureza: pessoal, social ou financeira. “Identificamos o consumo descontrolado ou comportamento obsessivo quando a pessoa percebe que está adquirindo itens que nunca irá usar, que não cabem em seu armário ou pelos quais ela não pode pagar”, diz Marisa.
As diferenças entre quem gosta de gastar e de quem é consumista compulsiva são muito sutis. Por isso, para o correto diagnóstico o que conta mesmo é a quantidade das compras e a intensidade com que se recorre a elas para obter a sensação de prazer e bem-estar. “Em geral, o compulsivo tem carências afetivas e o consumo se torna uma forma de dar vazão a essas necessidades”, diz a psicóloga.
Dicas para gastar menos
Para não cair na tentação de gastar muito e viver bem com menos, Marisa explica que é preciso ter consciência de que é muito mais gostoso gastar apenas o que se pode em um dia e viver os outros 364 em paz com a sua conta bancária, do que gastar o que não se pode e passar o resto do ano sofrendo por ter feito uma compra desnecessária. “O bacana é intensificar a sensação de prazer feita em cada compra”, aconselha.
Uma das dicas antes de sair de casa é fazer uma lista do que irá se comprar e, ao lado, escrever qual será o orçamento destinado às compras. “Estude esse orçamento, mantenha firme sua proposta e, quando estiver comprando, não olhe para o que não está na lista”, indica a psicóloga.
Já em casos mais graves, o tratamento psicológico indicado para o distúrbio é a terapia cognitiva comportamental, que treina os padrões de pensamentos e sensações que levam à compulsão. Eles são analisados e substituídos por outros pensamentos funcionais. O psicólogo, dessa maneira, desenvolve tarefas nas quais o comportamento compulsivo é enfraquecido por meio de enfrentamentos nunca antes vividos pelo paciente.
Mulheres gastam mais?
Segundo a psicóloga, em geral, as mulheres são mais consumistas do que os homens por serem mais sensíveis e emocionais. “Por mais que os homens sejam os “caçadores e provedores” da família, elas administram o quanto de suprimentos é necessário para o consumo”, compara.
Além disso, ela observa que tanto homens quanto mulheres gastam mais do que podem como forma de serem aceitos pelos outros e por si mesmos, carência que pode e deve ser superada. “É importante lembrar que o seu valor como pessoa não está relacionado ao valor de suas aquisições”, finaliza a psicóloga.
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