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Depressão

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depressãoUma característica peculiar da depressão é a “Conservação da disforia”, e se refere à tendência do depressivo em manter a sensação má. É uma dificuldade em livrar do marasmo, da sensação de tédio e de falta de animo. As mesmas coisas que em outros tempos deixava a pessoa empolgada, como por exemplo, viajar, comer num restaurante, podem perder a graça. A pessoa pode  perder o interesse, a vivacidade e se alguém a forçar a fazer alguma dessas coisas, ele até vai, vai meio que arrastada, no final até gosta, até percebe que valeu a pena, mas não foi o suficiente para deixá-la animada a fazer de novo.

Sintomas da depressão

Alguns sintomas podem ser:

  • Alterações do apetite e do sono
  • Sentimento de pesar ou fracasso
  • Dificuldade de tomar decisões
  • Irritabilidade ou impaciência
  • Achar que não vale a pena viver
  • Chorar à-toa
  • Dificuldade de concentração
  • Perda de energia e interesse
  • Sensação de que nunca vai melhorar
  • Dificuldade de terminar as tarefas
  • Sentimento de pena de si mesmo
  • Pensamentos negativos e de culpa injustificáveis
  • Perda do desejo sexual
  • Etc

Pensamentos da pessoa depressiva

Nos quadros típicos de depressão, algumas vezes mesmo sem ter grandes problemas concretos na vida a pessoa sente os pequenos problemas de uma forma mais intensa, e pode sofrer tanto como se fossem eventos significativos.

Medicação x Depressão

Existe uma via de mão dupla quando ingerimos antidepressivos. Tomando o medicamento antidepressivo pode haver mudanças nos sentimentos, ela pode mudar sua visão negativa e passar a ter um olhar mais ameno sobre a vida. O interessante é que por conta da psicoterapia os pensamentos também podem ser alterados, e com isso a química do seu cérebro também muda. Ou seja, mudar os pensamentos pode possibilitar a mudança na química interna.

Memória da pessoa depressiva

A memória da pessoa depressiva pode ser afetada, pode tender a lembrar com mais intensidade dos eventos negativas, dos problemas não resolvidos.

Porque é tão comum encontrarmos pessoas depressivas hoje em dia

Eu não vejo a depressão como um mal dos tempos modernos, acredito que depressão sempre existiu, mas não existia conhecimento suficiente. Até a uma geração antes da minha, eu tenho 47 anos, pouco  se falava sobre depressão pós-parto, diziam que a mulher estava “cansada”.

O respeito pelo sofrimento mental é algo bem recente, mas ainda há muito por onde caminhar.

Porque o ser humano sofre de depressão

A explicação vem da evolução. O homem primitivo sobreviveu porque aprendeu a observar com muita atenção os perigos. Ele acordava de madrugada para verificar se estava tudo ok, se ao caminhar na mata ouvia um barulho diferente, parava e prestava atenção para ver se não seria algum predador. Ele tinha razão de ser assim, pois o desastre estava ao lado. Nossos ancestrais precisaram dessa visão pessimista para sobreviver, como por exemplo para criar a agricultura, pois percebeu que contar apenas com o que encontrava nem sempre dava certo, precisava se proteger da fome e da morte. O homem primitivo desenvolveu uma visão muito pessimista da vida, porque era necessário.

Ansiedade x Depressão

Alguns critérios são importantes para entendermos a ansiedade:

  • A ansiedade está paralisando a pessoa?
  • É proporcional ao perigo?
  • Qual a intensidade?
  • É baseada na realidade?

Por exemplo: Uma pessoa não anda de metrô porque tem medo de sofrer um acidente. Falta na prova porque tem medo de ser reprovado. Não procura emprego porque acha que não vão contrata-la. Não dá sua opinião porque acha que vão considerar bobagem o que tem a dizer. Briga toda hora com o namorado porque pensa que ele está traindo. Ou seja, está deixando de fazer coisas por medo, está reagindo exageradamente, ou preocupada por coisas que não estão acontecendo. Estes comportamentos podem indicar ansiedade.

A ansiedade muito forte pode paralisar, é improdutiva. Ex. O vendedor que não liga para os clientes com medo de que eles lhe digam “não”. O estudante que não quer ir para escola porque os colegas não o chamam para jogar futebol, e aí ele conclui que “todo mundo o odeia”. Assim percebemos como a depressão ocorre em consequência da ansiedade.

Desamparo Aprendido

Uma das possibilidades no surgimento da depressão em uma pessoa seria o desamparo aprendido, ou seja, a pessoa vai passando por tantas situações negativas até chegar um momento que perde a expectativa de que vá acontecer coisas melhores. Por exemplo: Uma menina que cresceu com meninos, e tudo o que esses meninos faziam era considerando interessante, e o que ela fazia era ignorado, o menino tirava nota alta, diziam que ele era super inteligente, ela tirava nota alta, diziam que não fazia mais que a obrigação. Os meninos eram incentivados a atividades em grupo, a menina era incentivada a ficar passiva e dependente. Esta menina cresce, e agora em novas situações, onde talvez não houvesse rejeição, ela pode não perceber que  será aceita e reconhecida, mas devido ao seu histórico  fica cega a novas oportunidades. Ela se sente desamparada, sem saída. E desamparo pode induzir depressão.

Ruminação

Algo que pode ser um fator desencadeante para a depressão seria a Ruminação. Eu considero a depressão como uma doença do pensamento. Um exemplo: Duas pessoas são demitidas do seu trabalho. Uma sai para se encontrar com os amigos e falar da vida, de tudo, menos de emprego, patrão e demissão, no outro dia vai jogar bola, e no outro monta seu currículo e vai à luta para encontrar um novo emprego. Mas a outra pessoa de nosso exemplo fica pensando no que aconteceu, o que foi que ela fez de errado, revira tudo mil vezes, acha defeito no que fez, no que disse, no que vestiu, ou seja, rumina sem chegar a conclusão nenhuma. Eu acredito que esta pessoa que passou o tempo ruminando tenha mais chance de desenvolver depressão.

Busca do irreal

Em minhas experiencias no atendimento psicológico percebi que a busca do irreal, como por exemplo, a busca da perfeição que faz a pessoa usar um bom tempo em detalhes que não vão mudar em nada o resultado final. A busca em ser a pessoa perfeita que  não erra nunca. Luta para que tudo o que ela diz ou faz seja considerado muito interessante e importante por todo mundo. Com esse objetivo irreal o resultado poderá ser o fechamento para o mundo.

Psicoterapia para depressão

A terapia pode mudar o padrão de pensamento depressivo, pensamentos de fracasso, derrota, perda, desamparo. Por exemplo, na terapia cognitiva a pessoa pode aprender a tornar conscientes os seus pensamentos automáticos, a questionar os pensamentos disfuncionais e assim tem material para mudar as crenças que estão eliciando esses pensamentos negativos.

A terapia trabalha no sentido de tentar corrigir quatro grupos principais: pensamento, sentimento, comportamento e condição física.

 

Pensamento depressivo

O modo de pensar do deprimido costuma ser negativo e  pode desenvolver uma imagem muito severa de si mesmo, do mundo e do futuro. O futuro pode ser visto  sem esperança. Qualquer pequeno obstáculo poderá ser percebido como intransponível. Pessimismo que pode ver as causas dos seus problemas como permanentes e pessoais, ou seja, nada vai melhorar, nunca, e ele é o responsável pela sua vida ser assim.

Comportamento depressivo

O depressivo pode ser passivo, indeciso e muitas vezes com tendências suicidas. A morte pode ser um pensamento de opção de saída desse sofrimento. Muitas vezes a pessoa só faz as coisas que são rotineiras, não inovam, não tentam nada diferente, e desiste de continuar tentando com facilidade.

Condição física do depressivo

Pode haver sintomas físicos, que podem ficar mais intensos quanto mais severa for a depressão. Por exemplo falta de apetite, não tem animo para sexo, não dorme, se sente esgotado, etc.

Tipos de depressão

Existem tipos diferentes de depressão como por exemplo a síndrome do ninho vazio que aparece quando os filhos vão embora; a depressão pós-parto que se inicia devido ao nascimento de um filho. Mas os três grandes tipos de depressão podem ser considerados a depressão típica, o transtorno bipolar e a distimia.

 

Fonte:

- Terapia Cognitivo-Comportamental na prática psiquiatrica  - Paulo Knapp e colaboradores

- Aprenda a ser otimista - Matin E. P. Seligman, Ph.D.

 

 

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia  ou psicoterapia  oferecida por um psicólogo

Psicóloga   Marisa de Abreu - CRP 06/29493-5

 

 

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