Unidade I: Rua Bela Cintra, 968 (Av. Paulista) São Paulo / Unidade II: Rua Frei Caneca, 33 - Centro, São Paulo / Fone central: (11) 3262-0621

Estresse no trabalho

AddThis Social Bookmark Button

estresse trabalho

Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para o Portal Minha vida

 

 

Estresse no Trabalho

 

Como definir o que as pessoas chamam de “estresse”

Psicólogo: . As vezes as pessoas confundem cansaço com estresse. Quando estamos casados precisamos de apenas uma boa noite de sono e nos recuperamos. Mas em quadros de estresse nem conseguimos dormir pois os pensamentos em turbilhão não permitem um sono regular.

O estresse se instala com o acumulo de situações desgastantes emocionalmente. O estresse físico existe, mas o que o senso comum chama de estresse é o emocional.

 

A pressão do trabalho pode evoluir para alguma síndrome mais grave

Psicólogo: A pressão no trabalho pode evoluir para o estresse  e o estresse pode evoluir para quadros ansiosos e depressivos mais significativos, como por exemplo a síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo e a depressão maior.

 

Quem é o culpado

Psicólogo: O problema nunca é o que acontece com a pessoa, o problema sempre está no que a pessoa faz com o que acontece com ela. Há pessoas que lidam com os despostas mais terríveis mas elas tem o dom de não se deixar contaminar por maus tratos e dão a volta por cima. Outras pessoas se estressam até com um simples pedido feito pelo chefe de forma totalmente tranquila.

O que determina o quanto uma pessoa irá se estressar é a própria fragilidade emocional de cada um associada a sua história de vida – quanto mais traumas emocionais mais facilidade para estresse.

 

O ambiente de trabalho pode ocasionar esses quadros de cansaço ou estresse

Psicólogo: O ambiente de trabalho causará estresse quando ultrapassar o limite que o funcionário suporta. Como este limite é bastante pessoal o chefe nunca saberá quando será ultrapassado – apenas o próprio funcionário perceberá que seu limite está chegando.

Alguns suportam uma critica por dia, outros suportam penas uma critica por semana, mas sempre tem aquele que acredita que não pode errar nunca e não suportará uma critica na vida.

 

Ambientes muito competitivos também são vilões

Psicólogo: A competição é apenas um dos agentes estressores, podemos citar a critica, a realização de tarefas sem a percepção de sentido no que faz, a repetição mecânica de atividades, etc.

 

Falta de reconhecimento

Psicólogo: A falta de reconhecimento tem tudo a ver com a sensação de trabalho “à toa”, e ninguém gosta de realizar tarefas inúteis e é claro que este é um fator muito estressante.

 

Quando pode ser um exagero do funcionário

Psicólogo: Este limite é muito delicado pois há várias formas de reconhecimento e algumas podem ser muito sutis. Um chefe pode demonstrar reconhecimento solicitando mais serviço para um determinado funcionário  - pode significar confiança, mas se este funcionário não perceber isso poderá achar (erroneamente) que está sendo explorado.

 

Atitude competitiva

Psicólogo: Se uma pessoa pretender realizar mais do que tem capacidade vai se estressar por exigir demais de si mesmo. Não respeitar os próprios limites e não trabalhar com prazer de realizar coisas boas o levará ao estresse.

 

Falta de organização

Psicólogo: O “preguiçoso inteligente” é aquele que deixa tudo organizado. Eu o chamo de preguiçoso porque apesar de ter um bom trabalho organizando as coisas  a médio e longo prazo ele terá bem menos trabalho.

Outra dica seria: Aprender a identificar prioridades.

 

Paixão do funcionário com os valores da empresa

Psicólogo: Não acredito que a paixão seja o ideal, a paixão estressa. O produtivo é ter empolgação – é um sentimento menos intenso que a paixão e por isso mesmo mais duradoura e harmoniosa. Sentir-se empolgado pelo que faz, pelo que pode fazer é fundamental para realizar muitas coisas sem estresse.

 

Problemas pessoais também podem aumentar o estresse no trabalho

Psicólogo: O estresse é pessoal, o trabalho pode ser apenas um dos fatores.


mulher trabalhoEntrevista cedida pela psicóloga Marida de Abreu  para RROnline

 

Mulheres no mercado de trabalho

 

Uma pesquisa realizada pela Caliper em parceira com a HSM mostrou que  66 mulheres que ocupam cargos de Presidência, Vice-Presidência e Diretoria em organizações dos mais variados setores da economia, atuando em diversos Estados do Brasil.

 

-Existe diferença de liderança entre homens e mulheres?

Em teoria não, mas eu percebo que na pratica muitas mulheres acabam sendo mais agressivas – no bom e no mal sentido. Ou seja, elas sofrem mais preconceito pois as pessoas esperam menos das mulheres, não acreditam que quando uma mulher solicita um serviço, por exemplo, ela realmente queira este serviço feito, e assim o tal serviço tem que ser “resolicitado” e mulher precisa ser mais enfática. Talvez as pessoas olhem para uma mulher e esperam uma figura maternal e compreensiva, mas em uma empresa a produção pode não necessitar de tais comportamentos.

Atualmente as pessoas gostariam de pensar que os liderados por uma mulher comportam-se exatamente da mesma forma como se fossem liderados por um homem, mas a dinâmica ainda é diferente, estamos caminhando bem, mas ainda é diferente.

Esta diferença no relacionamento profissional com mulheres eu sinto na clinica de psicologia, onde as pessoas, homens e mulheres, de forma geral, preferem ser atendidos por mulheres. Imagino que esta preferencia se deva ao fato de acreditaram que uma psicóloga seria mais acolhedora e maternal do que um psicólogo do sexo masculino.

 

-Há um perfil de mulheres executivas?

Não, mas há perfis de pessoas executivas. Talvez as mulheres acabem necessitando de mais “folego” para provar que são capazes e acabam precisam de mais resistência ao estresse para lidar com pessoas que não respeitam seu trabalho por puro preconceito.

Mas acredito que tudo isto seja necessário apenas em inicio de trabalho em uma empresa, ao longo do tempo o sexo do profissional acaba não tendo mais relevância alguma.

 

-Há trabalhos em que mulheres sairiam necessariamente melhores que homens ou vice-versa?

Há quem acredite que mulheres sejam mais intuitivas, mas caprichosas (no bom sentido), mas não vejo isto em meu dia a dia. Há pessoas com estas características em ambos os sexos ou orientações sexuais.

 

-Quais as principais diferenças do cérebro masculino e feminino?

Há diferenças, gostemos ou não. Mulheres pensam mais tempo no mesmo assunto (ruminam mais, no mal sentido, mas também elaboram mais, no bom sentido). Mulheres internalizam mais seus sentimentos e talvez misturem um pouco mais as coisas considerando pessoal o que não seria pessoal.

Claro que tudo isso só pode ser dito de forma geral, há muitos, e muitos homens com algumas ou todas estas características.

 

-Até que ponto a TPM pode afetar a mulher a tomar decisões?

Os hormônios podem alterar nossa forma de sentir o mundo.  Algumas mulheres podem ficar mais sensíveis devido alterações hormonais e talvez incapazes de lidar com este turbilhão. Mas tudo isto pode ser  controlado com um bom tratamento com o médico, que fará o controle químico, e com um psicólogo que poderá fazer o controle emocional e comportamental.

 

Gostará de ler também

stress traumaticoStress traumático

 

 

esgotamento mentalEsgotamento mental

agende sua comsulta Escolha aqui seu Psicologo
Quanto custa a psicoterapia e informações gerais


Consulta com psicólogo - Agende aqui


*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

Psicólogo Responde

Agende uma Consulta

marcar_consulta

Cómo chegar

Unidade I: Rua Bela Cintra, 968, São Paulo ( Veja o mapa )

Unidade II: Rua Frei Caneca, 33, São Paulo ( Veja o mapa )

Fone central: (11) 3262-0621

Compartilhe!