Fobia
FOBIA É O MESMO QUE MEDO INTENSO
Fobia é o medo persistente, irracional e desproporcional de um objeto específico, atividade ou situação que não são realmente perigosas e, como conseqüência, a necessidade incontrolável de evitar o que desencadeia o medo. A pessoa reconhece o quanto seu medo é excessivo, porém não consegue controlá-lo. Ao imaginar que pode se deparar com o que lhe assusta, o fóbico sente tremores, suores e taquicardia. Em algumas situações, chega ao desmaio e até ataques de pânico. As fobias afetam 14% da população.
Exemplo: Uma moça faz questão de manter em sua residência uma grande quantidade de gatos. Não que adore gatos, mas tem tanto medo de ratos que se transformou em fobia. A aversão a ratos é comum, mas no caso desta moça o temor é de tal intensidade que se transformou em fobia.
HÁ MAIS FOBIAS HOJE DO QUE ANTIGAMENTE?
A doença passou a ser mais conhecida no Brasil a partir de 1996, quando foram incluídas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) numa classificação internacional de doenças. Hoje as pessoas estão cada vez mais informadas, fazendo com que os casos apareçam mais.
Muitas vezes, a doença fica mascarada devido a uma característica do fóbico: a esquiva. Quem tem medo de mergulhar, por exemplo, foge de praias. Como a maioria das pessoas não é obrigada a nadar, o problema fica escondido.
CAUSAS DAS FOBIAS
Muitos especialistas acreditam que a vida moderna, com toda sua carga de violência, stress e desigualdades sociais, pode estar fazendo crescer o número de casos da doença. Há várias possibilidades, uma delas teria raiz biológica. A fobia seria desencadeada por um desequilíbrio em alguns neurotransmissores, as substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios. Esse desequilíbrio deixaria a vítima mais propensa a desenvolver o problema.
Outra causa seria a carga genética de cada um.
Há razões psíquicas e até educacionais (ambientais). Há pais que educam os filhos de forma bastante rígida, dizendo para não fazer isso ou aquilo. Podem gerar um fóbico social. Fatores cognitivos influenciam na origem das fobias.
Porque alguém desenvolve fobia de altura e outro de água, porém, a ciência tradicional ainda não sabe responder. Provavelmente cada um tem um elemento que funciona de forma simbólica mais fortemente do que outro, mas de toda forma o importante é salientar que a terapia funciona independente de se identificar todos os porquês.
TIPOS DE FOBIAS
Fobias Específicas
A Fobia específica é um transtorno de ansiedade caracterizada pelo medo acentuado, persistente e irracional de objetos ou situações claramente discerníveis e circunscritos. O diagnóstico é feito apenas se a esquiva, o medo ou antecipação ansiosa do encontro com esses objetos ou situações interferirem significativamente na rotina diária, prejudicando o desempenho, a vida social ou causar sofrimento em demasia.
O foco do medo pode ser:
1- Animal (cão, gato, sapo, pombo, etc.)
2- Ambiente natural (tempestade, altura, água, etc.)
3- Sangue / injeção/ ferimento
4- Situacional (túneis, pontes, lugares fechados, aviões, dirigir, etc.)
Outros (doenças, de engasgar, de vomitar, espaços abertos, etc.
Fobia Social
Caracteriza-se pelo medo persistente e irracional do indivíduo de ser julgado negativamente por outras pessoas, levando a evitação das situações que envolvem contato social ou a possibilidade de estar sendo observado. Exemplo: falar em público, comer ou beber diante de outras pessoas, interagir com os sexo oposto.
Na fobia social, o problema são os outros. A expectativa da avaliação negativa alheia esmaga o sofredor desse distúrbio. Conduzir um veículo pode ser enquadrado nesse caso se o motorista evita dirigir porque se apavora com a idéia de ser criticado ou ridicularizado.
Agorafobia
Ansiedade, medo, de estar em locais ou situações em que a saída seja difícil, ou o auxilio possa não estar disponível na vigência de um ataque ou sintomas de pânico. O medo de ter medo, a ansiedade antecipatória é a característica mais comum que impede a exposição.
TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo
Caracterizado por pensamentos ou impulsos persistentes que são perturbadores e ocorrem repetidamente. Com freqüência os pensamentos são seguidos por comportamentos compulsivos desempenhados em resposta ao pensamento. Ex. Lavar as mão 50 vezes para reduzir a ansiedade, medo, em relação às doenças, mas a ansiedade é só temporariamente reduzida.
Síndrome do Pânico
O pânico é medo ou ansiedade extrema. É uma combinação de emoções e sintomas físicos. Algumas pessoas experimentam um ataque de pânico uma vez em suas vidas, outras desenvolvem transtornos de pânico. Incluem interpretações catastróficas incorretas de sensações corporais e mentais.
TRANSTORNO DO ESTRESSE PÓS TRAUMÁTICO
Critérios diagnósticos:
1- A pessoa passou pela experiência ou testemunhou um evento envolvendo risco de morte ou dano físico.
2- A resposta da pessoa foi de medo, desespero ou terror intenso.
3- Lembranças recorrentes e intrusivas do evento.
4- Sonhos ou pesadelos sobre o evento estressante.
5- Sentir-se como se o evento estivesse se repetindo.
6- Intenso estresse quando exposto a situações semelhantes.
7- Reatividade fisiológica.
8- Desejo de evitar pensamentos ou conversas relacionadas ao trauma
9- Desejo de evitar atividades, lugares ou pessoas que relembrem o trauma.
10- Inabilidade em lembrar um importante aspecto do trauma
11- Redução do interesse em participar de atividades anteriormente significativas.
12- Sentir-se abandonado.
13- Redução de afeto (ex. inabilidade em sentir amor)
14- Perda de sentido do futuro. Ex. sem expectativas em ter uma carreira, casamento.
15- Alterações no sono.
16- Irritabilidade ou hostilidade.
17- Respostas súbitas exageradas
B- A duração do transtorno é superior a um mês.
COMO DISTINGUIR FOBIA DE MEDO
Um dos primeiros passos para combater o problema, porém, é definir se o que se sente diante de uma barata ou de um elevador é medo ou fobia. Deve-se conhecer o inimigo.
E para distinguir o medo comum do transtorno ansioso deve se avaliar a reação ao motivo do temor. Se ela é exagerada e implica prejuízos, ou sofrimento para a vida acadêmica, profissional e social, é fobia.
COMO O LEIGO VÊ AS FOBIAS
Não se pode tratar do caso como se fosse mera “frescura”. O leigo pode expor a pessoa a momentos de extremo pânico se acreditar que vencer o temor é só uma questão de força de vontade. Por isso é tão importante que se divulgue o problema, para que as pessoas deixem de sofrem em silêncio.
ESTRESSE, ANSIEDADE e FOBIAS
A relação entre stress ansiedade e fobia é uma questão de intensidade. O stress é uma herança biológica que nos motiva a agir. A ansiedade é uma interpretação errada destas reações físicas. Fobia é uma ansiedade exagerada e desproporcional. Vou explicar como:
Reação física do stress: Lutar, fugir ou congelar.
Ex: você está em outra cidade, está caminhando à noite na rua. Um homem grande se aproxima. Você acha que lê vai roubá-lo. O que fazer? Poderia lutar = Coração bate mais forte, respiração mais rápida, músculos se contraem, o suor resfria seu corpo. Tudo útil para lutar, mas não para encarar seu chefe. Poderia correr= Batimento cardíaco acelerado, bastante oxigênio, tensão muscular, transpiração, precisa ficar mais leve e seu intestino funciona. Você usa a energia extra para correr. Paralisar = Músculos tensos. Tórax apertado dificulta a respiração, ajuda a passar despercebido.
São boas respostas para ao perigo, mas infelizmente também experimentamos estas mesmas respostas quando assistimos a um filme sobre assalto ou quando estamos diante de um grupo de pessoas para fazer um discurso.
Os pensamentos ansiosos são voltados para o futuro e com freqüência prevêem catástrofes. Geralmente iniciam-se por “E se...” e terminam com um resultado desastroso. Incluem também imagem de perigo. Ex: “E se eu tropeçar nas palavras” “E se as pessoas pensarem que sou um idiota”.
Algumas fobias são associadas à de depressão. Nos casos de fobia social, por exemplo, a ocorrência de depressão chega a atingir 50% dos Quando não tratadas podem levar a muito sofrimento e a complicações mentais adicionais como abuso de drogas, especialmente o álcool.
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