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Não acredite em tudo

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Não acredite em tudo que passa em sua cabeça
A sua mente vive te pregando peças, pensa que não?    Por exemplo, eu recebo muitas pessoas com pensamento disfuncionais, tais como:    “vou morrer sozinho jamais vou ter alguém na vida”, “impossível vencer minha timidez e falar em publico”, “bons empregos são para os outros, não para mim”.   Tudo i sso acaba virando crença.
O que é uma crença?
É um ponto de vista que a gente considera como verdadeiro sem antes   analisar   se   realmente   é verdadeiro ou não.    Isto é uma peça que sua própria cabeça está pregando em você. Mentiras que passam pela sua cabeça e que você deve trabalhar para que acabe acreditando nelas.
E como é que as crenças entram em sua cabeça?
Algumas vezes são as crenças dos seus pais, pode ser influências dos seus irmãos ou as influencias culturais,    sociais  e  educacionais.    Mas não importa da onde vêm,    o que importa é que depois que você aceita como verdade    essa crença causa um impacto muito forte em   toda a sua vida.    Por exemplo, pessoas que tem a crença de que jamais terão um companheiro,    acham que vão morrer sozinhos.    São pessoa que podem ter assumido isso como verdadeiro porque desde criança vem ouvindo que ela é uma pessoa má, que se não obedecer ninguém vai gostar dela, etc. Isso vai entrando na cabeça de cada um como um cupim que fica lá escondidinho, por fora ninguém nem imagina o estrago que está fazendo    mas quando se olha pra dentro    é que se percebe a intensidade do sofrimento.
Mas porque as pessoas fazem isso com elas mesmas, são burrinhas?
Claro que não!    Todo mundo cai nessa armadilha -    a armadilha do   raciocínio deficiente.    Altos executivos caem nessa,    médicos, advogados, etc.    Crenças disfuncionais fazem parte da natureza humana.    Mas    não é por isso que você precisa carregar essas crenças pro resto da vida.    Tem solução, e o começo dessa jornada é saber   por que e como   entramos de cabeça em crenças que nos causam sofrimento.    Porque a gente se prende às coisas que nos fazem mal? Entendendo isso você pode trabalhar pra mudar essas crenças. Aí é que entra a psicologia cognitiva, pois está é a ciência do   pensamento.    A psicologia estuda como sua cabeça funciona -     como você    pensa    e como o pensar errado pode estar te prejudicando.
Todo mundo já ouviu que os seres humanos são inteligentes porque são racionais.    Ser racional significa que ter a mente aberta avaliar cada possibilidade, observar as evidencias que comprovam e as evidencias que refutam cada idéia.    É raciocinar.    Mas muitas vezes    as pessoas não são nada racionais e acabam caindo em idéias estúpidas que o levam à depressão,    ansiedade    e não estão nem percebendo o que se passa em sua própria cabeça.
Qual o problema com as coisas que passam por sua cabeça?
Seis   problemas básicos:
1°    As pessoas tendem a acreditar mais em estórias pessoais do que em estatísticas.    Exemplo: você já deve ter ouvido que é muito comum que um casal engravide logo depois de ter adotado um bebe. Ouvindo essas estórias a gente começa a pensar em que o modo mais fácil de engravidar seria adotando um bebe. O que não te contam é a quantidade enorme de pessoas que adotaram um bebe e não engravidaram.    Essa estória não dá ibope, então ninguém conta.    Nem te contam a quantidade de pessoas que depois de um bom tempo tentando engravidar    não   pensaram em adotar    e ainda assim engravidaram,    mas também    não são estórias tão interessantes assim pra se contar não é?    Aí as pessoas começam a tirar conclusões baseadas nas   estórias    pessoais e não nos   fatos   reais.    O ser humano é um contador de estória por natureza    mas o resultado disso é que a gente tende a considerar estas estórias mais do que merecem.
2° As pessoas tendem a   confirmar   suas crenças ao invés de   avaliá-las.    Exemplo:    uma pessoa que se acha feia só vai dar importância pras pessoas que fizerem comentários ruins a seu respeito, aquelas dezenas de pessoas que lhe fizeram elogios serão descartadas sem qualquer atenção, ou seja, ela só   absorve   as coisas   negativas   que lhe dizem e que “bate” com o que ela mesma pensa, e   descarta   as   positivas. Isso se chama   percepção seletiva.    As pessoas dão mais importância às informações que sustentam as suas crenças do que as informações que contradizem estas crenças,    mesmo que essas crenças sejam negativas e erradas.    Outro exemplo: uma pessoa que acredita que um colega de trabalho o   odeia -    essa pessoa tende a reparar em todas as vezes que esse colega   não concorda   com sua opinião, mas não percebe quando esse colega o convida para uma festa, ou seja,    bota um   holofote   em tudo de negativo    e nem olha para o positivo.
3° As pessoas não gostam de acreditar em   acaso.   O ser humano se sente perdido se aceitar que coincidência existem.    Uma vez uma moça chegou chorando no meu consultório porque concluiu que ela tinha “cara de vulgar”, palavras dela,    e porque disso?    Num mesmo dia dois rapazes a chamaram para sair, e pra ela isso só podia significar uma coisa: ela havia se tornado vulgar e nem tinha percebido. Pode uma coisa dessas?    As pessoas tendem a pensar que se duas coisas acontecem juntas é porque uma tem a ver com a outra, mas    a maior parte das vezes não tem nada a ver. Uma vez atendi um rapaz muito reprimido sexualmente, durante a psicoterapia ele me conta que quando criança estava brincava com o seu corpo quando seu pai entrou bravo em casa e lhe deu uma bronca.    Pronto!    Ele associou a bronca com sua brincadeira e se reprimiu por anos a fio. Analisando juntamente comigo ele percebeu que o pai já estava bravo quando entrou em casa, não era por sua causa,    foi pura coincidência ter levado aquela bronca naquela hora, mas essa coincidência custou muito pra ele - imagine o que é levar uma vida de repressão sexual à   toa.    O trabalho da psicoterapia é modificar essa carga emocional.
Você que está querendo se conhecer, mudar alguma coisa em você, eliminar medos, depressão. Pense em fazer a sua psicoterapia.
4°   Nossa visão nos engana,    nossos sentidos não são tão apurados como pensamos.    Muitas vezes a gente tem certeza de ter   ouvido   uma coisa que   nunca foi dita, tem certeza de ter visto algo que   nunca existiu.
Uma vez uma paciente me contou de um e-mail que recebeu e ela considerou muito ofensivo.    Ela chegou chateadissíma e    quando me mostrou    o tal e-mail de natal vi que dizia:    feliz natal, muitas felicidades, que seus sonhos se realizem.    Onde foi que ela viu motivo pra se magoar? Foi a interpretação que ela fez que a magoou pois ela conseguiu ver   distancia    e formalidade, quando esperava um pouco mais de calor humano neste e-mail,    mas quem disse que esse não seria o   estilo   da pessoa, que os sentimentos da pessoa que enviou o e-mail seriam na realidade    de   afeto   sincero?
O que estou querendo dizer é que muitas vezes a você   vê uma cara de ódio   em alguém porque isso é o que    você estava   esperando   dessa pessoa, não que de fato houvesse ódio.    Ou até vê algo bom quando na realidade estão te fazendo de bobo.    Outro exemplo: uma paciente estava muito contente com seu namorado novo porque ele disse pra ela que ela era muito bacana, ela não lhe perturbava, não era chata. Mas todos os seus amigos já tinham lhe avisado que esse rapaz era do tipo que namorava duas ao mesmo tempo, mas como ela era muito insegura e    tinha necessidade em agradar as pessoas, e este rapaz dizia que ela era boazinha, ela estava feliz.    Mas não deu outra, não demorou muito    ela descobriu que de fato ele namorava ela e mais duas. Conclusão:    ser boazinha era uma vantagem para   ele ,    quando ele a chamava de boazinha estava dizendo que ela era bobinha,    mas pra ela era muito importante ser boazinha.
Viram?     A gente tende a ver o que quer ver, ou o que   espera   ver.     Às vezes isso causa muitos danos, pois o que se espera ver muitas vezes não é o que de fato está acontecendo e nem é o que te faz bem.
5°   Temos pensamentos automáticos e acreditamos neles sem raciocinar.    Vejam bem, ter pensamentos automáticos faz parte da vida, mas muitas vezes a gente toma decisões baseados em coisas que vem rapidamente à nossa cabeça    e essas coisas muitas vezes são muito erradas.    Por exemplo:    você foi convidada para ir ao sambódromo, mas você     tem uma crença    que lhe diz que isso é coisa de gente que não tem responsabilidade, e então nem questiona e logo recusa o convite, fica em casa sozinho. Ou seja,    por conta de um pensamento automático errado podou a sua própria vida.
Outro exemplo: quem tem pânico sabe o que é um pensamento automático disfuncional, de repente a pessoa tem a sensação de que está tendo um treco e que vai morrer,    passa muito mal, mesmo sem ter nenhum problema de saúde.    Outro exemplo: quem sofre de ataques de raiva    sabe que de repente vem uma certeza de que aquela pessoa está lhe explorando, está sendo injusta e lá vai você atacando o outro   impulsivamente.     Isso acontece porque a gente tende a simplificar o raciocínio. Muitas vezes a gente acredita que é verdade este pensamento que te veio à cabeça naquela hora.    Outro exemplo:    a pessoa que morre de medo de ir ao médico e tem que fazer exames de rotina, nada grave mas vai morrendo de medo ou nem vai, porque? Porque seus pensamentos automáticos lhe dizem que ela está para morrer    e estes pensamentos vem à mente com muita facilidade por estarem   carregados emocionalmente.    É claro que se algum dia ela perdeu alguém querido por doença    ou lhe contaram um estória de muito sofrimento envolvendo doença    isso fica gravado na sua mente    e acaba parecendo mais real do que é.    É uma informação errada, ela não corre perigo de morte    corre o perigo de ficar podando a sua vida vivendo eternamente com medo.
6°   Nossas memórias são falhas . As pessoas tendem a acreditar em sua memórias piamente, mas sinto em lhe informar que nosso cérebro não armazena as coisas na memória de forma completa como pensamos.    Nossa memória é construtiva, ou seja nossa memória guarda apenas partes    e cada vez que a gente lembra de uma coisa essa coisa é reconstruída.    Além do mais nossas crenças podem influenciar nossas memórias.    Pra você ver como isso é verdade pegue uma fato que tenha acontecido a um grupo de pessoas,    peça para cada um lhe contar esse fato.    Você terá várias estórias diferentes, e quanto mais tempo passa    mais diferentes vão ficando as estórias.    Veja dois irmãos    um sofre loucamente com a família que teve e o outro não tem a mesma visão destrutiva dessa família pois as lembranças tem coloridos emocionais    diferentes.
Conhecer essas peças que a mente da gente nos prega é o primeiro passo pra conseguir viver melhor.    Mas só conhecer não muda muita coisa, o que se tem a fazer é mudar o seu modo de pensar,    ter um pensar analítico.    Isso precisa de prática    e precisa de ajuda de alguém que não esteja envolvido na sua vida pessoal    ( o psicólogo ) nosso cérebro é uma maquininha fabulosa    mas precisa ser bem usada.
É importante conseguir sair do conforto das suas crenças.    Até crenças que te trazem sofrimento psíquico são difíceis de serem removidas porque o ser humano tem uma tendência natural a procurar o conforto nas suas   certezas.    O ser humano procura certezas pois é mais fácil alguém se prender a uma   certeza   de uma coisa   negativa   do que ter dúvidas quanto a duas coisas boas.    Por exemplo, se     você acha que duas pessoas te consideram competente    mas tem certeza de que uma te acha incompetente    você vai se fixar nessa   uma   que te acha incompetente,    vai sofrer com essa idéia,    vai ficar deprimido    a auto estima vai cair,    você vai se considerar um derrotado.      Mas peraí...    tem dois que te acham competente!    Porque     você não considera a possibilidade de a verdade estar com estes dois?
É isso que eu estou te propondo    olhar os fatos de frente,    analisar    e questionar    e ter a   sua   referência.      Saber quem     você é    e não ficar seguindo idéias erradas.      Pra ter uma ajuda    um parceiro nessa empreitada de auto-conhecimento conte com   o psicólogo .
O que eu lhe proponho é que    você desenvolva um pensamento científico,    que    você transforme suas crenças em hipóteses    e teste cada hipótese.    Ciência   não é   um conjunto de crenças,    é um método de investigar a realidade.    Por exemplo,    muitos tímidos sofrem com a dificuldade de se expressar,    tem medo de não serem aceitos.    O que eu proponho é que    você considere que “não ser aceito pelos outros” deixe de ser uma coisa que    você acredita    e passe a ser uma   hipótese,    se dê o direito de testar essa hipótese,    é provável que quando criança    falaram pra    você falar baixo,    não ser insistente,    ser educadinha,    sentar de pernas fechadas, não ser teimosa, e todas essas informações fizeram    você concluir que     você tem que tomar muito cuidado senão os outros não vão gostar de você.    Essa conclusão é uma crença, uma crença que     você assumiu como verdade e agora está te impedindo de crescer seja profissionalmente    seja pessoalmente . Este pensamento está te impedindo de viver de uma forma leve e tranqüila.    Minha proposta é que você desafie essa e    questione essa crença.    A   psicologia    trabalha tanto os pensamentos como o comportamento,    e o resultado é sempre maravilhoso.

Não acredite em tudo que passa em sua cabeça

A sua mente vive te pregando peças, pensa que não?    Eu recebo muitas pessoas com pensamento disfuncionais, tais como:    “vou morrer sozinho jamais vou ter alguém na vida”, “impossível vencer minha timidez e falar em publico”, “bons empregos são para os outros, não para mim”.   Tudo i sso acaba virando crença.

O que é uma crença?

É um ponto de vista que a gente considera como verdadeiro sem antes   analisar   se   realmente   é verdadeiro ou não.    Isto é uma peça que sua própria cabeça está pregando em você. Mentiras que passam pela sua cabeça e que você deve trabalhar para que acabe acreditando nelas.

Como as crenças entram em sua cabeça?

Algumas vezes são as crenças dos seus pais, pode ser influências dos seus irmãos ou as influencias culturais,    sociais  e  educacionais.    Mas não importa da onde vêm,    o que importa é que depois que você aceita como verdade    essa crença causa um impacto muito forte em   toda a sua vida.    Por exemplo, pessoas que tem a crença de que jamais terão um companheiro,    acham que vão morrer sozinhos.    São pessoa que podem ter assumido isso como verdadeiro porque desde criança vem ouvindo que ela é uma pessoa má, que se não obedecer ninguém vai gostar dela, etc. Isso vai entrando na cabeça de cada um como um cupim que fica lá escondidinho, por fora ninguém nem imagina o estrago que está fazendo    mas quando se olha pra dentro    é que se percebe a intensidade do sofrimento.

Porque as pessoas fazem isso com elas mesmas, são burrinhas?

Claro que não!    Todo mundo cai nessa armadilha -    a armadilha do   raciocínio deficiente.    Altos executivos caem nessa,    médicos, advogados, etc.    Crenças disfuncionais fazem parte da natureza humana.    Mas    não é por isso que você precisa carregar essas crenças pro resto da vida.    Tem solução, e o começo dessa jornada é saber   por que e como   entramos de cabeça em crenças que nos causam sofrimento.    Porque a gente se prende às coisas que nos fazem mal? Entendendo isso você pode trabalhar pra mudar essas crenças. Aí é que entra a psicologia cognitiva, pois está é a ciência do   pensamento.    A psicologia estuda como sua cabeça funciona -     como você    pensa    e como o pensar errado pode estar te prejudicando.
Todo mundo já ouviu que os seres humanos são inteligentes porque são racionais.    Ser racional significa que ter a mente aberta avaliar cada possibilidade, observar as evidencias que comprovam e as evidencias que refutam cada idéia.    É raciocinar.    Mas muitas vezes    as pessoas não são nada racionais e acabam caindo em idéias estúpidas que o levam à depressão,    ansiedade    e não estão nem percebendo o que se passa em sua própria cabeça.

Qual o problema com as coisas que passam por sua cabeça?

Seis   problemas básicos:
1°    As pessoas tendem a acreditar mais em estórias pessoais do que em estatísticas.    Exemplo: você já deve ter ouvido que é muito comum que um casal engravide logo depois de ter adotado um bebe. Ouvindo essas estórias a gente começa a pensar em que o modo mais fácil de engravidar seria adotando um bebe. O que não te contam é a quantidade enorme de pessoas que adotaram um bebe e não engravidaram.    Essa estória não dá ibope, então ninguém conta.    Nem te contam a quantidade de pessoas que depois de um bom tempo tentando engravidar    não   pensaram em adotar    e ainda assim engravidaram,    mas também    não são estórias tão interessantes assim pra se contar não é?    Aí as pessoas começam a tirar conclusões baseadas nas   estórias    pessoais e não nos   fatos   reais.    O ser humano é um contador de estória por natureza    mas o resultado disso é que a gente tende a considerar estas estórias mais do que merecem.
2° As pessoas tendem a   confirmar   suas crenças ao invés de   avaliá-las.    Exemplo:    uma pessoa que se acha feia só vai dar importância pras pessoas que fizerem comentários ruins a seu respeito, aquelas dezenas de pessoas que lhe fizeram elogios serão descartadas sem qualquer atenção, ou seja, ela só   absorve   as coisas   negativas   que lhe dizem e que “bate” com o que ela mesma pensa, e   descarta   as   positivas. Isso se chama   percepção seletiva.    As pessoas dão mais importância às informações que sustentam as suas crenças do que as informações que contradizem estas crenças,    mesmo que essas crenças sejam negativas e erradas.    Outro exemplo: uma pessoa que acredita que um colega de trabalho o   odeia -    essa pessoa tende a reparar em todas as vezes que esse colega   não concorda   com sua opinião, mas não percebe quando esse colega o convida para uma festa, ou seja,    bota um   holofote   em tudo de negativo    e nem olha para o positivo.
3° As pessoas não gostam de acreditar em   acaso.   O ser humano se sente perdido se aceitar que coincidência existem.    Uma vez uma moça chegou chorando no meu consultório porque concluiu que ela tinha “cara de vulgar”, palavras dela,    e porque disso?    Num mesmo dia dois rapazes a chamaram para sair, e pra ela isso só podia significar uma coisa: ela havia se tornado vulgar e nem tinha percebido. Pode uma coisa dessas?    As pessoas tendem a pensar que se duas coisas acontecem juntas é porque uma tem a ver com a outra, mas    a maior parte das vezes não tem nada a ver. Uma vez atendi um rapaz muito reprimido sexualmente, durante a psicoterapia ele me conta que quando criança estava brincava com o seu corpo quando seu pai entrou bravo em casa e lhe deu uma bronca.    Pronto!    Ele associou a bronca com sua brincadeira e se reprimiu por anos a fio. Analisando juntamente comigo ele percebeu que o pai já estava bravo quando entrou em casa, não era por sua causa,    foi pura coincidência ter levado aquela bronca naquela hora, mas essa coincidência custou muito pra ele - imagine o que é levar uma vida de repressão sexual à   toa.    O trabalho da psicoterapia é modificar essa carga emocional.
Você que está querendo se conhecer, mudar alguma coisa em você, eliminar medos, depressão. Pense em fazer a sua psicoterapia.
4°   Nossa visão nos engana,    nossos sentidos não são tão apurados como pensamos.    Muitas vezes a gente tem certeza de ter   ouvido   uma coisa que   nunca foi dita, tem certeza de ter visto algo que   nunca existiu.
Uma vez uma paciente me contou de um e-mail que recebeu e ela considerou muito ofensivo.    Ela chegou chateadissíma e    quando me mostrou    o tal e-mail de natal vi que dizia:    feliz natal, muitas felicidades, que seus sonhos se realizem.    Onde foi que ela viu motivo pra se magoar? Foi a interpretação que ela fez que a magoou pois ela conseguiu ver   distancia    e formalidade, quando esperava um pouco mais de calor humano neste e-mail,    mas quem disse que esse não seria o   estilo   da pessoa, que os sentimentos da pessoa que enviou o e-mail seriam na realidade    de   afeto   sincero?
O que estou querendo dizer é que muitas vezes a você   vê uma cara de ódio   em alguém porque isso é o que    você estava   esperando   dessa pessoa, não que de fato houvesse ódio.    Ou até vê algo bom quando na realidade estão te fazendo de bobo.    Outro exemplo: uma paciente estava muito contente com seu namorado novo porque ele disse pra ela que ela era muito bacana, ela não lhe perturbava, não era chata. Mas todos os seus amigos já tinham lhe avisado que esse rapaz era do tipo que namorava duas ao mesmo tempo, mas como ela era muito insegura e    tinha necessidade em agradar as pessoas, e este rapaz dizia que ela era boazinha, ela estava feliz.    Mas não deu outra, não demorou muito    ela descobriu que de fato ele namorava ela e mais duas. Conclusão:    ser boazinha era uma vantagem para   ele ,    quando ele a chamava de boazinha estava dizendo que ela era bobinha,    mas pra ela era muito importante ser boazinha.
Viram?     A gente tende a ver o que quer ver, ou o que   espera   ver.     Às vezes isso causa muitos danos, pois o que se espera ver muitas vezes não é o que de fato está acontecendo e nem é o que te faz bem.
5°   Temos pensamentos automáticos e acreditamos neles sem raciocinar.    Vejam bem, ter pensamentos automáticos faz parte da vida, mas muitas vezes a gente toma decisões baseados em coisas que vem rapidamente à nossa cabeça    e essas coisas muitas vezes são muito erradas.    Por exemplo:    você foi convidada para ir ao sambódromo, mas você     tem uma crença    que lhe diz que isso é coisa de gente que não tem responsabilidade, e então nem questiona e logo recusa o convite, fica em casa sozinho. Ou seja,    por conta de um pensamento automático errado podou a sua própria vida.
Outro exemplo: quem tem pânico sabe o que é um pensamento automático disfuncional, de repente a pessoa tem a sensação de que está tendo um treco e que vai morrer,    passa muito mal, mesmo sem ter nenhum problema de saúde.    Outro exemplo: quem sofre de ataques de raiva    sabe que de repente vem uma certeza de que aquela pessoa está lhe explorando, está sendo injusta e lá vai você atacando o outro   impulsivamente.     Isso acontece porque a gente tende a simplificar o raciocínio. Muitas vezes a gente acredita que é verdade este pensamento que te veio à cabeça naquela hora.    Outro exemplo:    a pessoa que morre de medo de ir ao médico e tem que fazer exames de rotina, nada grave mas vai morrendo de medo ou nem vai, porque? Porque seus pensamentos automáticos lhe dizem que ela está para morrer    e estes pensamentos vem à mente com muita facilidade por estarem   carregados emocionalmente.    É claro que se algum dia ela perdeu alguém querido por doença    ou lhe contaram um estória de muito sofrimento envolvendo doença    isso fica gravado na sua mente    e acaba parecendo mais real do que é.    É uma informação errada, ela não corre perigo de morte    corre o perigo de ficar podando a sua vida vivendo eternamente com medo.
6°   Nossas memórias são falhas . As pessoas tendem a acreditar em sua memórias piamente, mas sinto em lhe informar que nosso cérebro não armazena as coisas na memória de forma completa como pensamos.    Nossa memória é construtiva, ou seja nossa memória guarda apenas partes    e cada vez que a gente lembra de uma coisa essa coisa é reconstruída.    Além do mais nossas crenças podem influenciar nossas memórias.    Pra você ver como isso é verdade pegue uma fato que tenha acontecido a um grupo de pessoas,    peça para cada um lhe contar esse fato.    Você terá várias estórias diferentes, e quanto mais tempo passa    mais diferentes vão ficando as estórias.    Veja dois irmãos    um sofre loucamente com a família que teve e o outro não tem a mesma visão destrutiva dessa família pois as lembranças tem coloridos emocionais    diferentes.
Conhecer essas peças que a mente da gente nos prega é o primeiro passo pra conseguir viver melhor.    Mas só conhecer não muda muita coisa, o que se tem a fazer é mudar o seu modo de pensar,    ter um pensar analítico.    Isso precisa de prática    e precisa de ajuda de alguém que não esteja envolvido na sua vida pessoal    ( o psicólogo ) nosso cérebro é uma maquininha fabulosa    mas precisa ser bem usada.
É importante conseguir sair do conforto das suas crenças.    Até crenças que te trazem sofrimento psíquico são difíceis de serem removidas porque o ser humano tem uma tendência natural a procurar o conforto nas suas   certezas.    O ser humano procura certezas pois é mais fácil alguém se prender a uma   certeza   de uma coisa   negativa   do que ter dúvidas quanto a duas coisas boas.    Por exemplo, se     você acha que duas pessoas te consideram competente    mas tem certeza de que uma te acha incompetente    você vai se fixar nessa   uma   que te acha incompetente,    vai sofrer com essa idéia,    vai ficar deprimido    a auto estima vai cair,    você vai se considerar um derrotado.      Mas peraí...    tem dois que te acham competente!    Porque     você não considera a possibilidade de a verdade estar com estes dois?
É isso que eu estou te propondo    olhar os fatos de frente,    analisar    e questionar    e ter a   sua   referência.      Saber quem     você é    e não ficar seguindo idéias erradas.      Pra ter uma ajuda    um parceiro nessa empreitada de auto-conhecimento conte com   o psicólogo .

Como sair dessa

O que eu lhe proponho é que    você desenvolva um pensamento científico,    que    você transforme suas crenças em hipóteses    e teste cada hipótese.    Ciência   não é   um conjunto de crenças,    é um método de investigar a realidade.    Por exemplo,    muitos tímidos sofrem com a dificuldade de se expressar,    tem medo de não serem aceitos.    O que eu proponho é que    você considere que “não ser aceito pelos outros” deixe de ser uma coisa que    você acredita    e passe a ser uma   hipótese,    se dê o direito de testar essa hipótese,    é provável que quando criança    falaram pra    você falar baixo,    não ser insistente,    ser educadinha,    sentar de pernas fechadas, não ser teimosa, e todas essas informações fizeram    você concluir que     você tem que tomar muito cuidado senão os outros não vão gostar de você.    Essa conclusão é uma crença, uma crença que     você assumiu como verdade e agora está te impedindo de crescer seja profissionalmente    seja pessoalmente . Este pensamento está te impedindo de viver de uma forma leve e tranqüila.    Minha proposta é que você desafie essa e    questione essa crença.    A   psicologia    trabalha tanto os pensamentos como o comportamento,    e o resultado pode ser maravilhoso.

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