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Psicoterapia de crianças

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O que é Psicoterapia Infantil?
A psicoterapia infantil é o atendimento psicológico de crianças. Esse atendimento de crianças, assim como o de adultos, visa a identificação e tratamento de problemas vivenciados pela criança que estão relacionados a conflitos de ordem emocional.
Quais situações os pais podem identificar como sendo necessário a intervenção de um psicólogo?
Um exemplo simples pode ser encontrado em crianças que sofrem muito para aceitar mudanças significativas, como por exemplo: 1) a necessidade de trocar de escolinha e fazer novas amizades, 2) uma possível separação dos pais; 3) ou ainda, aceitar que os pais terão outro filho e que terá que aprender a dividir as atenções e o espaço dentro do lar.
Toda criança que passa por situação de mudança precisa de terapia?
Se por um lado existem crianças que demonstram alterações comportamentais passageiras diante dessas mudanças, adaptando-se rapidamente, existe também um número significativo de crianças que não consegue falar e superar as dificuldades que encontram. Essas crianças começam a mostrar essa dificuldade que estão enfrentando através de comportamentos e reações que os adultos que estão ao redor percebem como estranhos.
Dê alguns exemplos de comportamentos de crianças que indicam necessidade de acompanhamento psicológico?
A criança pode, por exemplo, tornar-se mais retraída socialmente, buscando ficar mais dentro de casa do que anteriormente. Ela pode ir parando aos poucos de demonstrar prazer com brincadeiras, e pode tornar-se mais ansiosa e arredia ao contato com adultos e com outras crianças. O oposto também pode ocorrer: a criança pode tornar-se extremamente preocupada em estar dentro de casa junto com os pais, demonstrando desespero mediante a necessidade de ter de ficar afastada temporariamente de seus cuidadores.
O referencial é o próprio adulto, uma situação que ele percebe como delicada para ele... será também problemática para criança ?
É importante lembrar que muitas vezes situações consideradas simples, para nós adultos, são muito difíceis de serem entendidas pela criança. Isso faz com que aquilo que parece uma “pequena coisa” para nós, seja um problema intenso para a criança, que desperta um grande conflito. A criança, na maioria das vezes, tem dificuldade de identificar claramente e verbalizar o que realmente a assusta e apavora. Entretanto, comportamentos de medo excessivo, choro freqüente e até de certa agressividade são formas dela comunicar que algo não está bem e que ela precisa de ajuda.
Como é a terapia de criança ?
Na psicoterapia infantil tradicional, a criança tem encontros com um psicólogo que em média duram 50 minutos. Nestes encontros geralmente o psicólogo propõe jogos e brincadeiras que entretenham a criança e que ao mesmo tempo permitam que ela comunique coisas que a preocupam. Portanto, é durante a brincadeira que o psicólogo pode ir conversando e interagindo com a criança para que ela se solte, sinta-se acolhida e consiga expressar-se. Talvez uma das mais marcantes diferenças entre a terapia de adultos e a de crianças esteja exatamente no meio de comunicação predominantemente usado: enquanto os adultos falam sobre o que têm sentido e o que os incomoda e gostariam de mudar, a criança se comunica com o psicólogo através da forma como constrói suas brincadeiras.
Como identificar a necessidade de uma criança fazer tratamento psicoterapêutico?
Bem, como eu dizia, toda a criança tem a habilidade de comunicar que algo não está bem consigo. As formas de comunicação utilizadas são basicamente comportamentos, atitudes, reações que o adulto que está por perto perceberá como sendo esquisitas, estranhas, repetitivas e até mesmo irritantes. Por exemplo, é natural que vez ou outra nossos filhos acordem no meio da noite chorando, porque tiveram um pesadelo, e queiram que um dos pais durma com ele. Entretanto, não é natural que o problema para dormir apareça todas as noites, ou ainda, que todas as noites um dos pais tenha que dormir com a criança ou que a criança tenha que sempre dormir no quarto e na cama com os pais. Um outro exemplo, está na criança que começa a ir para a escola. Ela apresentar uma certa resistência para ir nos primeiros dias é também comum, afinal, vai um tempo para ela entender que precisa ir na escola e que coisas legais podem acontecer lá também. Entretanto, uma criança que sempre simula estar doente ou que de fato parece adoecer por temor de ter que ir para a escola, que freqüentemente apresenta uma grande dificuldade para deixar o adulto para entrar na escola, está comunicando que a situação está sendo mais dolorosa do que deveria ser. Estes exemplos simples querem dizer que identificar que uma criança está passando por problemas e necessita de ajuda profissional não é algo difícil ou que demanda treinamento árduo. O segredo está no adulto prestar atenção na persistência de comportamentos e sentimentos da criança que parecem não ser adequados, que antes não estavam presentes, que se tornaram freqüentes e que mostram não se solucionar.
Qual a duração da psicoterapia infantil e com que freqüência a criança deve ir ao psicólogo?
Assim como na psicoterapia de adultos é difícil fazer uma previsão exata e geral da duração de um tratamento, na psicoterapia de crianças também é difícil fazer uma estimativa geral do tempo necessário para a criança restabelecer um contato saudável e tranqüilo com seu ambiente. A duração depende do tipo de conflito apresentado pela criança assim como da facilidade ou dificuldade da criança conseguir confiar e interagir com o terapeuta. Vamos imaginar dois casos extremos: o caso de uma criança com suspeita de abuso sexual que começa a demonstrar comportamentos mais agressivos, medos intensos e isolamento, e o de outra criança que com a chegada de um irmãozinho também começa a apresentar comportamentos mais agressivos com os pais além de receio de sair de casa e deixar os pais sozinhos com o irmãozinho. Apesar de alguns comportamentos poderem ser similares entre essas duas crianças, a gravidade daquilo que ocasionou o surgimento desses comportamentos é radicalmente diferente. Enquanto uma criança que está sofrendo por ciúmes tem toda a possibilidade de se vincular a outros adultos para receber amor, uma criança com histórico de abuso tem sua possibilidade de apegar-se a um adulto muito comprometida, visto que passou por experiências que lhe mostraram que adultos podem ser muito perigosos. O terapeuta é um adulto, e neste sentido, será muito mais fácil a criança com problemas de ciúmes confiar e se vincular ao terapeuta do que uma criança que tem o histórico de abuso. Isso pode fazer com que já de início exista uma diferença no tempo que o tratamento poderá surtir efeito num caso e no outro. Ainda que eu tenha acabado de dar dois exemplos bastante diferentes, mesmo quando recebemos crianças com queixas e problemas similares, podem ocorrer diferenças entre o tempo de tratamento de uma e de outra. Todos nós temos nossas peculiaridades e isso faz com que alguns tenham maior facilidade para lidar com algumas coisas e maior dificuldade para lidar com outras. É por isso que só após um certo tempo de contato do terapeuta com a criança é que é possível o terapeuta fazer uma estimativa mais clara para os pais e cuidadores do tempo que a criança deve ficar em tratamento. Tenho percebido na minha prática clínica que crianças que não apresentam históricos muito traumáticos tendem a se apegar e confiar mais seguramente no terapeuta num período de três a cinco meses. Depois desse período é que o tratamento começa a “caminhar mais rapidamente e profundamente” já que a criança passa a admitir que o psicólogo possa tocar em assuntos mais delicados, difíceis e problemáticos.
Qual a frequencia da terapia?
A freqüência com que a criança deve ir ao psicólogo é no mínimo de uma vez por semana. Entretanto, nos casos em que a criança apresenta dificuldades de vinculação é recomendado que ao menos no início do tratamento ela visite o psicólogo ao menos duas vezes por semana, para agilizar o processo de familiaridade com o terapeuta. A freqüência com que a criança vai semanalmente ao psicólogo não está relacionada necessariamente à gravidade do caso, mas sim à uma maior possibilidade de agilizar o processo de vinculação entre a dupla terapeuta e paciente e assim aumentar as chances de sucesso do tratamento. Mesmo na terapia de adultos, é comum que o psicólogo proponha uma freqüência maior do que uma vez por semana em alguns casos, visando um melhor tratamento.
Qual o papel dos pais e da família no processo de tratamento psicológico da criança?
O papel dos pais ou demais cuidadores da criança é central no desenvolvimento de um tratamento psicológico bem-sucedido. Primeiramente, como já foi dito, é o adulto que tem o papel de reconhecer que algo não está bem com a criança, através de alterações de comportamento e atitudes diferentes que começam a surgir. Cabe também aos pais ou responsáveis procurar pela ajuda de um profissional. Geralmente a primeira consulta com o psicólogo é agendada com os pais da criança. Esta primeira consulta é de grande importância, visto que é através dela que os pais podem contar ao psicólogo o que está acontecendo de diferente com a criança. É através dos pais também que o psicólogo pode investigar possíveis situações presentes no dia-a-dia da criança que podem estar associadas aos problemas que ela vem enfrentando. Quando possível é recomendável que pai e mãe compareçam à primeira consulta porque informações mais detalhadas podem ser levantadas sobre o problema da criança quando duas pessoas próximas relatam o que percebem. Algumas vezes a criança demonstra comportamentos diferentes diante do pai e da mãe, o que pode ser uma informação preciosa para o trabalho de investigação do terapeuta. Considerando que são os pais ou pessoas próximas que ficam encarregadas de levar a criança semanalmente às sessões de terapia, depende dos pais também zelar para que a criança compareça em todas as sessões de forma pontual. Ao longo do tratamento breves encontros com os pais podem ser agendados para informá-los de como o tratamento da criança tem progredido, assim como para dar-lhes possíveis orientações de como agir com a criança em momentos críticos. Os pais, por outro lado, podem aproveitar estes encontros para contar informações adicionais que achem importantes para o tratamento, assim como possíveis melhoras que tenham percebido na criança. Portanto, a relação dos pais e cuidadores da criança com o psicólogo é de cooperação e parceria. O psicólogo infantil necessita dos pais não para lhes passar sermões, mas sim para obter informações e fornecer auxílios à melhora da criança.
Que tipo de benefícios os pais podem esperar do tratamento psicoterapêutico infantil?
O objetivo de qualquer tratamento psicológico é que aquilo que gera conflito e problemas emocionais para o paciente seja identificado e tratado para que deixe de ser algo intolerável. Quando um problema é identificado, nomeado, estratégias de enfrentamento podem ser desenvolvidas pelo paciente, o que permite que o problema seja superado de maneira que o indivíduo toque sua vida saudavelmente. Existe uma gama muito ampla e numerosa de fatores que podem ocasionar problemas emocionais. De maneira geral, os pais podem esperar que o tratamento psicoterapêutico devolva à criança a possibilidade dela retomar uma infância mais tranqüila que a permita se tornar um adolescente e depois um adulto emocionalmente mais seguro e satisfeito. Existe, infelizmente, uma crença de que a terapia infantil prega que as crianças devam ser aceitas ou tenham liberdade para fazer tudo que querem. Isto não é verdade, muito pelo contrário: a terapia infantil visa auxiliar a criança a reconhecer e superar conflitos que têm, assim como a desenvolver estratégias saudáveis para tolerar as limitações que todos nós humanos temos nas nossas vidas. Afinal, terapêutico não é apenas aprender a expressar-se e defender seus direitos nas diferentes faixas etárias, mas também aprender a lidar com os deveres e com as faltas.
Para os interessados, onde procurar por atendimento psicológico infantil? Todos os psicólogos podem realizar o atendimento de crianças?
A formação universitária para psicólogos que atendem adultos ou crianças é a mesma. Entretanto nem todos os psicólogos realizam atendimentos infantis. O melhor a fazer é se informar à priori se o psicólogo realiza atendimentos de crianças. Os pais podem procurar por esse tipo de atendimento em consultórios particulares assim como em clínicas psicológicas de Universidades que possuam o curso de Psicologia e em Hospitais e Postos de Saúde que possuam serviço de Psicologia Infantil.

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O que é Psicoterapia Infantil?

A psicoterapia infantil é o atendimento psicológico de crianças. Esse atendimento de crianças, assim como o de adultos, visa a identificação e tratamento de problemas vivenciados pela criança que estão relacionados a conflitos de ordem emocional.


Quais situações os pais podem identificar como sendo necessário a intervenção de um psicólogo?

Um exemplo simples pode ser encontrado em crianças que sofrem muito para aceitar mudanças significativas, como por exemplo: 1) a necessidade de trocar de escolinha e fazer novas amizades, 2) uma possível separação dos pais; 3) ou ainda, aceitar que os pais terão outro filho e que terá que aprender a dividir as atenções e o espaço dentro do lar. 
Toda criança que passa por situação de mudança precisa de terapia?
Se por um lado existem crianças que demonstram alterações comportamentais passageiras diante dessas mudanças, adaptando-se rapidamente, existe também um número significativo de crianças que não consegue falar e superar as dificuldades que encontram. Essas crianças começam a mostrar essa dificuldade que estão enfrentando através de comportamentos e reações que os adultos que estão ao redor percebem como estranhos.


Dê alguns exemplos de comportamentos de crianças que indicam necessidade de acompanhamento psicológico?

A criança pode, por exemplo, tornar-se mais retraída socialmente, buscando ficar mais dentro de casa do que anteriormente. Ela pode ir parando aos poucos de demonstrar prazer com brincadeiras, e pode tornar-se mais ansiosa e arredia ao contato com adultos e com outras crianças. O oposto também pode ocorrer: a criança pode tornar-se extremamente preocupada em estar dentro de casa junto com os pais, demonstrando desespero mediante a necessidade de ter de ficar afastada temporariamente de seus cuidadores.


O referencial é o próprio adulto, uma situação que ele percebe como delicada para ele... será também problemática para criança ?

É importante lembrar que muitas vezes situações consideradas simples, para nós adultos, são muito difíceis de serem entendidas pela criança. Isso faz com que aquilo que parece uma “pequena coisa” para nós, seja um problema intenso para a criança, que desperta um grande conflito. A criança, na maioria das vezes, tem dificuldade de identificar claramente e verbalizar o que realmente a assusta e apavora. Entretanto, comportamentos de medo excessivo, choro freqüente e até de certa agressividade são formas dela comunicar que algo não está bem e que ela precisa de ajuda.


Como é a terapia de criança?

Na psicoterapia infantil tradicional, a criança tem encontros com um psicólogo que em média duram 50 minutos. Nestes encontros geralmente o psicólogo propõe jogos e brincadeiras que entretenham a criança e que ao mesmo tempo permitam que ela comunique coisas que a preocupam. Portanto, é durante a brincadeira que o psicólogo pode ir conversando e interagindo com a criança para que ela se solte, sinta-se acolhida e consiga expressar-se. Talvez uma das mais marcantes diferenças entre a terapia de adultos e a de crianças esteja exatamente no meio de comunicação predominantemente usado: enquanto os adultos falam sobre o que têm sentido e o que os incomoda e gostariam de mudar, a criança se comunica com o psicólogo através da forma como constrói suas brincadeiras.


Como identificar a necessidade de uma criança fazer tratamento psicoterapêutico?

Bem, como eu dizia, toda a criança tem a habilidade de comunicar que algo não está bem consigo. As formas de comunicação utilizadas são basicamente comportamentos, atitudes, reações que o adulto que está por perto perceberá como sendo esquisitas, estranhas, repetitivas e até mesmo irritantes. Por exemplo, é natural que vez ou outra nossos filhos acordem no meio da noite chorando, porque tiveram um pesadelo, e queiram que um dos pais durma com ele. Entretanto, não é natural que o problema para dormir apareça todas as noites, ou ainda, que todas as noites um dos pais tenha que dormir com a criança ou que a criança tenha que sempre dormir no quarto e na cama com os pais. Um outro exemplo, está na criança que começa a ir para a escola. Ela apresentar uma certa resistência para ir nos primeiros dias é também comum, afinal, vai um tempo para ela entender que precisa ir na escola e que coisas legais podem acontecer lá também. Entretanto, uma criança que sempre simula estar doente ou que de fato parece adoecer por temor de ter que ir para a escola, que freqüentemente apresenta uma grande dificuldade para deixar o adulto para entrar na escola, está comunicando que a situação está sendo mais dolorosa do que deveria ser. Estes exemplos simples querem dizer que identificar que uma criança está passando por problemas e necessita de ajuda profissional não é algo difícil ou que demanda treinamento árduo. O segredo está no adulto prestar atenção na persistência de comportamentos e sentimentos da criança que parecem não ser adequados, que antes não estavam presentes, que se tornaram freqüentes e que mostram não se solucionar.


Qual a duração da psicoterapia infantil e com que freqüência a criança deve ir ao psicólogo?

Assim como na psicoterapia de adultos é difícil fazer uma previsão exata e geral da duração de um tratamento, na psicoterapia de crianças também é difícil fazer uma estimativa geral do tempo necessário para a criança restabelecer um contato saudável e tranqüilo com seu ambiente. A duração depende do tipo de conflito apresentado pela criança assim como da facilidade ou dificuldade da criança conseguir confiar e interagir com o terapeuta. Vamos imaginar dois casos extremos: o caso de uma criança com suspeita de abuso sexual que começa a demonstrar comportamentos mais agressivos, medos intensos e isolamento, e o de outra criança que com a chegada de um irmãozinho também começa a apresentar comportamentos mais agressivos com os pais além de receio de sair de casa e deixar os pais sozinhos com o irmãozinho. Apesar de alguns comportamentos poderem ser similares entre essas duas crianças, a gravidade daquilo que ocasionou o surgimento desses comportamentos é radicalmente diferente. Enquanto uma criança que está sofrendo por ciúmes tem toda a possibilidade de se vincular a outros adultos para receber amor, uma criança com histórico de abuso tem sua possibilidade de apegar-se a um adulto muito comprometida, visto que passou por experiências que lhe mostraram que adultos podem ser muito perigosos. O terapeuta é um adulto, e neste sentido, será muito mais fácil a criança com problemas de ciúmes confiar e se vincular ao terapeuta do que uma criança que tem o histórico de abuso. Isso pode fazer com que já de início exista uma diferença no tempo que o tratamento poderá surtir efeito num caso e no outro. Ainda que eu tenha acabado de dar dois exemplos bastante diferentes, mesmo quando recebemos crianças com queixas e problemas similares, podem ocorrer diferenças entre o tempo de tratamento de uma e de outra. Todos nós temos nossas peculiaridades e isso faz com que alguns tenham maior facilidade para lidar com algumas coisas e maior dificuldade para lidar com outras. É por isso que só após um certo tempo de contato do terapeuta com a criança é que é possível o terapeuta fazer uma estimativa mais clara para os pais e cuidadores do tempo que a criança deve ficar em tratamento. Tenho percebido na minha prática clínica que crianças que não apresentam históricos muito traumáticos tendem a se apegar e confiar mais seguramente no terapeuta num período de três a cinco meses. Depois desse período é que o tratamento começa a “caminhar mais rapidamente e profundamente” já que a criança passa a admitir que o psicólogo possa tocar em assuntos mais delicados, difíceis e problemáticos.


Qual a frequencia da terapia?

A freqüência com que a criança deve ir ao psicólogo é no mínimo de uma vez por semana. Entretanto, nos casos em que a criança apresenta dificuldades de vinculação é recomendado que ao menos no início do tratamento ela visite o psicólogo ao menos duas vezes por semana, para agilizar o processo de familiaridade com o terapeuta. A freqüência com que a criança vai semanalmente ao psicólogo não está relacionada necessariamente à gravidade do caso, mas sim à uma maior possibilidade de agilizar o processo de vinculação entre a dupla terapeuta e paciente e assim aumentar as chances de sucesso do tratamento. Mesmo na terapia de adultos, é comum que o psicólogo proponha uma freqüência maior do que uma vez por semana em alguns casos, visando um melhor tratamento.

Qual o papel dos pais e da família no processo de tratamento psicológico da criança?

O papel dos pais ou demais cuidadores da criança é central no desenvolvimento de um tratamento psicológico bem-sucedido. Primeiramente, como já foi dito, é o adulto que tem o papel de reconhecer que algo não está bem com a criança, através de alterações de comportamento e atitudes diferentes que começam a surgir. Cabe também aos pais ou responsáveis procurar pela ajuda de um profissional. Geralmente a primeira consulta com o psicólogo é agendada com os pais da criança. Esta primeira consulta é de grande importância, visto que é através dela que os pais podem contar ao psicólogo o que está acontecendo de diferente com a criança. É através dos pais também que o psicólogo pode investigar possíveis situações presentes no dia-a-dia da criança que podem estar associadas aos problemas que ela vem enfrentando. Quando possível é recomendável que pai e mãe compareçam à primeira consulta porque informações mais detalhadas podem ser levantadas sobre o problema da criança quando duas pessoas próximas relatam o que percebem. Algumas vezes a criança demonstra comportamentos diferentes diante do pai e da mãe, o que pode ser uma informação preciosa para o trabalho de investigação do terapeuta. Considerando que são os pais ou pessoas próximas que ficam encarregadas de levar a criança semanalmente às sessões de terapia, depende dos pais também zelar para que a criança compareça em todas as sessões de forma pontual. Ao longo do tratamento breves encontros com os pais podem ser agendados para informá-los de como o tratamento da criança tem progredido, assim como para dar-lhes possíveis orientações de como agir com a criança em momentos críticos. Os pais, por outro lado, podem aproveitar estes encontros para contar informações adicionais que achem importantes para o tratamento, assim como possíveis melhoras que tenham percebido na criança. Portanto, a relação dos pais e cuidadores da criança com o psicólogo é de cooperação e parceria. O psicólogo infantil necessita dos pais não para lhes passar sermões, mas sim para obter informações e fornecer auxílios à melhora da criança.


Que tipo de benefícios os pais podem esperar do tratamento psicoterapêutico infantil?

O objetivo de qualquer tratamento psicológico é que aquilo que gera conflito e problemas emocionais para o paciente seja identificado e tratado para que deixe de ser algo intolerável. Quando um problema é identificado, nomeado, estratégias de enfrentamento podem ser desenvolvidas pelo paciente, o que permite que o problema seja superado de maneira que o indivíduo toque sua vida saudavelmente. Existe uma gama muito ampla e numerosa de fatores que podem ocasionar problemas emocionais. De maneira geral, os pais podem esperar que o tratamento psicoterapêutico devolva à criança a possibilidade dela retomar uma infância mais tranqüila que a permita se tornar um adolescente e depois um adulto emocionalmente mais seguro e satisfeito. Existe, infelizmente, uma crença de que a terapia infantil prega que as crianças devam ser aceitas ou tenham liberdade para fazer tudo que querem. Isto não é verdade, muito pelo contrário: a terapia infantil visa auxiliar a criança a reconhecer e superar conflitos que têm, assim como a desenvolver estratégias saudáveis para tolerar as limitações que todos nós humanos temos nas nossas vidas. Afinal, terapêutico não é apenas aprender a expressar-se e defender seus direitos nas diferentes faixas etárias, mas também aprender a lidar com os deveres e com as faltas.


Onde procurar por atendimento psicológico infantil? Todos os psicólogos podem realizar o atendimento de crianças?

A formação universitária para psicólogos que atendem adultos ou crianças é a mesma. Entretanto nem todos os psicólogos realizam atendimentos infantis pois é necessário especialização. O melhor a fazer é se informar à priori se o psicólogo realiza atendimentos de crianças.

 


criança escola

Entrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para revista Moda Única

 

 

Hora de colocar as crianças na escola

 

- Qual a melhor idade para a criança ingressar na escola?

Psicóloga: Deve entrar na escola até os 6 anos. Pois ela estará melhor preparada para a alfabetização que virá aos 7anos quando ingressar na 1ª seria do 1º grau. Até esta idade ela não receberá tanta informação nem há obrigatoriedade que vá para casa sabendo números, letras, cores, etc. Mas, em uma boa escola, receberá o treino motor e outras habilidades que alavancarão em muito toda a aprendizagem e absorção de conhecimento posterior.

Se deve iniciar na escola com um, dois, três, anos dependerá muito da necessidade da mãe que trabalha fora, mas há ganhos sociais, não só pedagógicos, para as crianças que entram cedo na escola.

Um ponto muito importante a ser considerado quando há necessidade de colocar crianças antes dos 3 anos na escola é verificar se ela será atendida por pessoas que realmente se interessam pelas crianças e fornecerão carinho e atenção adequada. Pois nesta fase isto é mais importante do que qualquer treino pedagógico.

 

- O que melhora no convívio em casa?

Psicóloga: Na escola a criança terá oportunidade de conviver com outras crianças, o que é muito bom pois são pessoas que não estão dispostas a apenas mima-los. Com isso aprenderão a dividir espaço e brinquedos. Esse aprendizado será levado para casa e tornará o relacionamento da família muito mais harmonioso.

 

- Quais aspectos psicologicos diferem uma criança que entrou muito nova na escola (por volta de meses ) com outras que ingressaram mais tarde (sem pré,ingresso no jardim da infancia) ?

Psicóloga: Isso é muito individual. Vamos considerar que antigamente não havia esse ingresso tão cedo na escola mas ainda assim formavam-se pessoas inteligentes e bem equilibradas. Mas de forma geral podemos contar com maior desenvoltura para lidar com grupos, ou seja crianças menos tímidas, maior segurança na auto expressão, melhor conhecimento de seus limites e regras sociais, como não bater nos outros, não gritar para conseguir satisfazer seus desejos, etc.

 

- O convívio com crianças diariamente acaba por amadurecer mais cedo o individuo?

Psicóloga: Este convívio oferece oportunidade para que a criança seja mais empática. Ou seja, ela tem oportunidade de aprender a perceber os sentimentos alheios, como seus atos são recebidos pelos outros e  quais consequências terão, e assim poderão escolher melhor suas atitudes.

 

- Quais as vantagens no ambito psicologico da criança que ingressa cedo no colégio?

Psicóloga: Auto estima mais elevada e principalmente melhor senso de auto eficacia. Ela tem maior percepção de sua própria capacidade e com isso será mais persistente.

 


idolo criancaEntrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu  para o portal Terra

 

Ídolos  das crianças

 

 

 

Como ocorre o processo de uma criança se tornar fã? Por quê?

Psicóloga: A criança aprende imitando, sempre.  Tudo o que um pai quiser ensinar para seu filho deverá ser demonstrado , pois discursos tem pouca eficácia. Por exemplo,  você quer que seu filho leia livros. Você pode comprar livros para ele, pode ler para ele, pode manda-lo ler livros, mas o método mais eficiente será o de deixa-lo ver lendo livros. Você é o modelo que ele copiará.

Os pais não são os únicos modelos, qualquer personagem da TV pode se tornar modelos a serem copiados.

Para um personagem virar ídolo deve haver um destas características:

- Repetição intensa de aparições na Tv

- Comportamentos admirados por coleguinhas , como por exemplo um personagem que ajuda a todos os amigos – um super herói.

- Atitudes com grande carga emocional tanto positivas como negativas. Por exemplo algum personagem que demonstre muito seguro ou muito agressivo.

 

 

Se inspirar num ídolo pode ser positivo? Por quê?

Psicóloga: Quando este ídolo tem comportamentos aprovados pelo ambiente e cultura da criança será positivo. Pode seu um ídolo bons sentimentos que se desdobra para que todos sejam amigos, pode ser um ídolo muito esforçado, etc.

 

Pode ser negativo? Por quê?

Psicóloga: Demonstrações de força e poder podem transformar um personagem em ídolo para criança, mesmo que  esta força  seja usada para causar mal a outros personagens. Se este comportamento for idealizado por alguém significativo para esta criança este personagem será transformado em ídolo. Por exemplo, crianças que convivem com traficantes podem considerar estes personagens seus ídolos, e o fator negativo ficará em segundo plano pois a carga emocional está muito mais forte dirigida para o fato deste traficante ser “forte e poderoso”.

 

Como lidar nos casos de ídolos negativos?

Psicóloga: Deve haver uma contra oferta de informações provando o contrário – que este personagem não merece admiração pois na verdade não se trata de alguém que constrói mas sim alguém desprezível, alguém que na verdade é um fraco e que deveria mudar seus comportamentos.

 

Há algum problema se as crianças gostam de se vestir como super-heróis e afins?

Psicóloga: Não. Fantasiar faz parte de toda nossa vida mas na infância temos o direito de usar fantasias o ano todo, Depois que esta criança crescer deverá esperar pelo carnaval para manifestar esse comportamento lúdico. Podemos deixa-las à vontade com suas roupas de super heróis.

 

 

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