Porque existe Superstição?
Superstição - Entrevista ao site O Estado RJ
1- Por quê algumas pessoas acreditam em certas superstições?
Porque gostam de “certezas”. Não vamos negar, é reconfortante pensar que X causa Y. Se quisermos um ano de prosperidade é só usar roupa branca no ano novo. Se quisermos arrumar um namorado é só colocar a imagem de Santo Antonio debaixo do travesseiro.
Além de “certezas” gostamos de coisas simples e fáceis. Claro que sabemos que se quisermos uma no de prosperidade podemos fazer cursos, ousar novos projetos, investir e trabalhar duro, mas tudo isso dá muito trabalho, portanto nada melhor do que um talismã para ter a sensação de que teremos tudo isso.
2- Até que ponto as superstições afetam o comportamento social das pessoas dentro da sociedade?
O comportamento é afetado conforme os rituais são cumpridos. Ritual bater na madeira, desviar de uma escada para não passar por baixo, amarrar fitinhas no pulso. Muitas vezes estes rituais são feitos escondidos, a pessoa tem vergonha de admitir que é supersticiosa e elabora desculpas, diz que na realidade usa o trevo de 4 folhas atrás de todas as portas porque “enfeita”!.
2 A - Um (a) supersticioso (a) pode sair/sentir prejudicado (a)? Como?
Creio que ele se sente prejudicado quando não recebe a graça esperada. Quando perde tempo se dedicando apenas aos rituais de conseguir um namorado, por exemplo, e não se dedica a ter uma vida social saudável e rica de possibilidades – que seria muito mais eficiente para conseguir o tal namorado.
3- Acreditar em superstições pode ser considerado saudável para o indivíduo? Existem casos em que as pessoas "exageram" no que se refere as superstições? Quando isso passa do limite?
Será saudável enquanto a superstição oferecer esperança, mas passa ao patológico quando a vida é consumida pela busca de soluções e saídas supersticiosas. Como psicóloga clinica já atendi muitos e muitos casos de pessoas com quadros clínicos graves e que passaram anos tentando solucionar com técnicas que não passavam de simpatias.
4- Quem é mais supersticioso: o homem ou a mulher? Por quê?
Já foi a mulher. Mas com o passar do tempo está ficando equiparado pois a questão é cultural, os homens estão cada vez mais envolvidos com caminhos supersticiosos.
5- Há mulheres que são adeptas em certos rituais ou simpatias para conseguir algo que estão almejando, tanto no ramo profissional quanto no amoroso. Com o final de ano, elas (na maioria) tendem a fazer esses tipos de superstições, como usar certa cor de roupa para atrair o amor ou o dinheiro, pular sete ondas etc. Isso pode significar que a mulher, no caso, pode ser/estar insegura para buscar esses tipos de artífícios?
A insegurança está intimamente ligada à superstição. A sensação de incapacidade – imposta culturalmente – acaba sendo o grande motivador para a mulher recorrer às estratégias supersticiosas. A superstição se apresenta como a única saída possível para conquistar sucesso, autonomia, independência. Claro que esta não é uma informação verdadeira, cada vez mais as mulheres estão percebendo que seu potencial é ilimitado. Nós já temos um numero maior de mulheres com curso superior, com pós graduação. O que falta é apenas um ponto muito simples: descobrir que podemos conquistar qualquer coisa a qual nos dedicamos e nos fazemos eficientes.
6- Na sua opinião, o quê a maioria das mulheres desejam mais, que estão sempre fazendo certas simpatias e até procuram ajuda de “profissionais místicos” (cartomantes entre outros) para conseguir em 2011?
A mulher ainda se interessa muito mais por relacionamentos. Relacionamentos amorosos, amizade, ou uma família saudável. Pode parecer que se interessa em aparência, mas quer apenas ser provada. Pode parecer que se interessa por bens matérias, mas quer apenas oferecer conforto aos seus filhos.
Mulher sonha em ter pessoas para poder cuidar, e receber carinho e apoio, sempre.
Reportagem completa:
Superstições para o Réveillon pode ser sinal de insegurança
Mulheres fazem simpatias para realização de interesses pessoais em 2011
Por Ana Paula Caggiano
As superstições são realizadas por boa parte das mulheres na noite da virada, com o objetivo de alcançar algo que almejam, seja um bom emprego, um novo amor, saúde e outros interesses. Muitas apelam para as simpatias buscando realizar todos os desejos em 2011.
Para a psicóloga Marisa de Abreu, as pessoas acreditam em superstições porque gostam de certezas. “Não vamos negar: é reconfortante pensar que X causa Y. Se quisermos um ano de paz, é só usar roupa branca no Ano Novo. Se quisermos arrumar um namorado, é só colocar a imagem de Santo Antônio debaixo do travesseiro. Mas, além de certezas gostamos de coisas simples e fáceis. Claro que sabemos que, se quisermos um ano de prosperidade, podemos fazer cursos, ousar novos projetos, investir e trabalhar duro, porém, tudo isso dá muito trabalho, portanto nada melhor do que um talismã para ter a sensação de que teremos tudo isso”, explica.
A analista contábil Ana Lúcia Aparecida Souza, 33, considera-se supersticiosa e confessa acreditar em objetos e rituais que trazem sorte. “Não sou de comprar revistinhas de simpatias e fazê-las, mas evito passar debaixo de uma escada. Adoro coisinhas que acredito que tragam boa sorte ou tiram mau olhado, como ter um pé de planta de pimenta, bonequinhos de gnomos, bruxinhas, anjinhos, tomar banho de sal grosso e por aí vai. Além do ritual dos três pulinhos ao São Longuinho, para achar as coisas quando perdemos”, diz.
Os rituais, muitas vezes, são realizados em segredo, segundo a psicóloga Marisa. “Muitas vezes estes rituais são feitos escondidos, pois a pessoa tem vergonha de admitir que é supersticiosa e elabora desculpas dizendo que, na realidade, usa o trevo de 4 folhas atrás de todas as portas porque enfeita”, conta. A profissional sugere atitudes que vão além das superstições, para obter resultados. “O supersticioso se sente prejudicado quando não recebe a graça esperada. Ao perder tempo se dedicando apenas aos rituais em conseguir um namorado, por exemplo, não se dedica a ter uma vida social saudável e rica de possibilidades, que seria muito mais eficiente para conseguir o tal amor”, afirma.
A dona de casa Maria Benedita Domingues, 64, não considera-se supersticiosa, mas acredita em alguns rituais. “Não sou supersticiosa, mas admito que faço algumas simpatias para atrair o bem e afastar o mal. Tenho uma figa na minha gargantilha; na porta da minha casa tem um pequeno vaso com um pé de arruda plantado; e não deixo nenhum sapato com a sola virada para cima, porque atrasa a vida. Quando era jovem e solteira, para conseguir um amor, eu tomava banho de pétalas de rosas”, revela.
As mulheres e as simpatias para 2011
De acordo com a psicóloga Marisa, o equilíbrio é muito importante. “Acreditar em superstições é saudável enquanto oferece esperança, mas passa ao patológico, quando a vida é consumida pela busca de soluções e saídas supersticiosas. Já atendi muitos casos de pessoas, com quadros clínicos graves, que passaram anos tentando soluções, com técnicas que não passavam de simpatias” conta.
Com a proximidade do final de ano, especialmente, as mulheres tendem a fazer simpatias para conseguir algo que queiram e isso pode estar relacionado à insegurança. “A insegurança está intimamente ligada à superstição. A sensação de incapacidade (imposta culturalmente) acaba sendo o grande motivador para a mulher recorrer às estratégias supersticiosas”, afirma Marisa. E completa, apostando na dedicação para alcançar os objetivos. “A superstição se apresenta como a única saída possível para conquistar sucesso, autonomia e independência. Claro que esta não é uma informação verdadeira! O que falta é apenas um ponto muito simples: descobrir que podemos conquistar qualquer coisa a qual nos dedicamos e nos fazemos eficientes”, ressalta.
A analista Ana Lúcia conta que gosta de passar a virada do ano com roupas claras, mesmo que não sejam brancas, pois acredita que trazem boas energias. Além disso, revela outras superstições para o cardápio do Réveillon. “Só como peixes ou outros frutos do mar, coisas que andam para frente, nada de animais que andem para trás; adoro peru, mas ele cisca, então... somente no Natal; também como lentilha, nem que seja uma colher”, comenta. Ana destaca ainda, outras simpatias. “Se estou na praia, pulo as sete ondas, e, em qualquer lugar que esteja, meia-noite fecho os olhos e faço uma oração de agradecimento”, diz.
Já a dona de casa Maria Benedita diz que não tem preferência com a cor da roupa para a noite da virada, desde que seja nova, mas revela outras simpatias que costuma fazer. “Me importo mais se a roupa for nova, para entrar o ano com ótimas energias. Além disso, como lentilha e, à meia-noite, três uvas, fazendo um pedido para cada uma delas. Coloco na carteira uma folha de louro e guardo durante um ano para ter sorte, e, por fim, faço uma oração desejando muita saúde, prosperidade e luz para a minha família”, conta.
Segundo a psicóloga, para o próximo ano, as mulheres estão em busca de relacionamentos. “A mulher ainda se interessa muito mais por relacionamentos amorosos, amizade ou uma família saudável. A mulher sempre sonha em receber carinho, apoio e ter pessoas para cuidar”, conclui.
1- Por quê algumas pessoas acreditam em certas superstições?
Porque gostam de “certezas”. Não vamos negar, é reconfortante pensar que X causa Y. Se quisermos um ano de prosperidade é só usar roupa branca no ano novo. Se quisermos arrumar um namorado é só colocar a imagem de Santo Antonio debaixo do travesseiro.
Além de “certezas” gostamos de coisas simples e fáceis. Claro que sabemos que se quisermos uma no de prosperidade podemos fazer cursos, ousar novos projetos, investir e trabalhar duro, mas tudo isso dá muito trabalho, portanto nada melhor do que um talismã para ter a sensação de que teremos tudo isso.
2- Até que ponto as superstições afetam o comportamento social das pessoas dentro da sociedade?
O comportamento é afetado conforme os rituais são cumpridos. Ritual bater na madeira, desviar de uma escada para não passar por baixo, amarrar fitinhas no pulso. Muitas vezes estes rituais são feitos escondidos, a pessoa tem vergonha de admitir que é supersticiosa e elabora desculpas, diz que na realidade usa o trevo de 4 folhas atrás de todas as portas porque “enfeita”!.
2 A - Um supersticioso pode sair/sentir prejudicado? Como?
Creio que ele se sente prejudicado quando não recebe a graça esperada. Quando perde tempo se dedicando apenas aos rituais de conseguir um namorado, por exemplo, e não se dedica a ter uma vida social saudável e rica de possibilidades – que seria muito mais eficiente para conseguir o tal namorado.
3- Acreditar em superstições pode ser considerado saudável para o indivíduo? Existem casos em que as pessoas "exageram" no que se refere as superstições? Quando isso passa do limite?
Será saudável enquanto a superstição oferecer esperança, mas passa ao patológico quando a vida é consumida pela busca de soluções e saídas supersticiosas. Como psicóloga clinica já atendi muitos e muitos casos de pessoas com quadros clínicos graves e que passaram anos tentando solucionar com técnicas que não passavam de simpatias.
4- Quem é mais supersticioso: o homem ou a mulher? Por quê?
Já foi a mulher. Mas com o passar do tempo está ficando equiparado pois a questão é cultural, os homens estão cada vez mais envolvidos com caminhos supersticiosos.
5- Há mulheres que são adeptas em certos rituais ou simpatias para conseguir algo que estão almejando, tanto no ramo profissional quanto no amoroso. Com o final de ano, elas (na maioria) tendem a fazer esses tipos de superstições, como usar certa cor de roupa para atrair o amor ou o dinheiro, pular sete ondas etc. Isso pode significar que a mulher, no caso, pode ser/estar insegura para buscar esses tipos de artífícios?
A insegurança está intimamente ligada à superstição. A sensação de incapacidade – imposta culturalmente – acaba sendo o grande motivador para a mulher recorrer às estratégias supersticiosas. A superstição se apresenta como a única saída possível para conquistar sucesso, autonomia, independência. Claro que esta não é uma informação verdadeira, cada vez mais as mulheres estão percebendo que seu potencial é ilimitado. Nós já temos um numero maior de mulheres com curso superior, com pós graduação. O que falta é apenas um ponto muito simples: descobrir que podemos conquistar qualquer coisa a qual nos dedicamos e nos fazemos eficientes.
6- Na sua opinião, o quê a maioria das mulheres desejam mais, que estão sempre fazendo certas simpatias e até procuram ajuda de “profissionais místicos” (cartomantes entre outros) para conseguir em 2011?
A mulher ainda se interessa muito mais por relacionamentos. Relacionamentos amorosos, amizade, ou uma família saudável. Pode parecer que se interessa em aparência, mas quer apenas ser provada. Pode parecer que se interessa por bens matérias, mas quer apenas oferecer conforto aos seus filhos.
Mulher sonha em ter pessoas para poder cuidar, e receber carinho e apoio, sempre.
Superstições para o Réveillon pode ser sinal de insegurança
Reportagem completa:
Mulheres fazem simpatias para realização de interesses pessoais em 2011
Por Ana Paula Caggiano
As superstições são realizadas por boa parte das mulheres na noite da virada, com o objetivo de alcançar algo que almejam, seja um bom emprego, um novo amor, saúde e outros interesses. Muitas apelam para as simpatias buscando realizar todos os desejos em 2011.
Para a psicóloga Marisa de Abreu, as pessoas acreditam em superstições porque gostam de certezas. “Não vamos negar: é reconfortante pensar que X causa Y. Se quisermos um ano de paz, é só usar roupa branca no Ano Novo. Se quisermos arrumar um namorado, é só colocar a imagem de Santo Antônio debaixo do travesseiro. Mas, além de certezas gostamos de coisas simples e fáceis. Claro que sabemos que, se quisermos um ano de prosperidade, podemos fazer cursos, ousar novos projetos, investir e trabalhar duro, porém, tudo isso dá muito trabalho, portanto nada melhor do que um talismã para ter a sensação de que teremos tudo isso”, explica.
A analista contábil Ana Lúcia Aparecida Souza, 33, considera-se supersticiosa e confessa acreditar em objetos e rituais que trazem sorte. “Não sou de comprar revistinhas de simpatias e fazê-las, mas evito passar debaixo de uma escada. Adoro coisinhas que acredito que tragam boa sorte ou tiram mau olhado, como ter um pé de planta de pimenta, bonequinhos de gnomos, bruxinhas, anjinhos, tomar banho de sal grosso e por aí vai. Além do ritual dos três pulinhos ao São Longuinho, para achar as coisas quando perdemos”, diz.
Os rituais, muitas vezes, são realizados em segredo, segundo a psicóloga Marisa. “Muitas vezes estes rituais são feitos escondidos, pois a pessoa tem vergonha de admitir que é supersticiosa e elabora desculpas dizendo que, na realidade, usa o trevo de 4 folhas atrás de todas as portas porque enfeita”, conta. A profissional sugere atitudes que vão além das superstições, para obter resultados. “O supersticioso se sente prejudicado quando não recebe a graça esperada. Ao perder tempo se dedicando apenas aos rituais em conseguir um namorado, por exemplo, não se dedica a ter uma vida social saudável e rica de possibilidades, que seria muito mais eficiente para conseguir o tal amor”, afirma.
A dona de casa Maria Benedita Domingues, 64, não considera-se supersticiosa, mas acredita em alguns rituais. “Não sou supersticiosa, mas admito que faço algumas simpatias para atrair o bem e afastar o mal. Tenho uma figa na minha gargantilha; na porta da minha casa tem um pequeno vaso com um pé de arruda plantado; e não deixo nenhum sapato com a sola virada para cima, porque atrasa a vida. Quando era jovem e solteira, para conseguir um amor, eu tomava banho de pétalas de rosas”, revela.
As mulheres e as simpatias para 2011
De acordo com a psicóloga Marisa, o equilíbrio é muito importante. “Acreditar em superstições é saudável enquanto oferece esperança, mas passa ao patológico, quando a vida é consumida pela busca de soluções e saídas supersticiosas. Já atendi muitos casos de pessoas, com quadros clínicos graves, que passaram anos tentando soluções, com técnicas que não passavam de simpatias” conta.
Com a proximidade do final de ano, especialmente, as mulheres tendem a fazer simpatias para conseguir algo que queiram e isso pode estar relacionado à insegurança. “A insegurança está intimamente ligada à superstição. A sensação de incapacidade (imposta culturalmente) acaba sendo o grande motivador para a mulher recorrer às estratégias supersticiosas”, afirma Marisa. E completa, apostando na dedicação para alcançar os objetivos. “A superstição se apresenta como a única saída possível para conquistar sucesso, autonomia e independência. Claro que esta não é uma informação verdadeira! O que falta é apenas um ponto muito simples: descobrir que podemos conquistar qualquer coisa a qual nos dedicamos e nos fazemos eficientes”, ressalta.
A analista Ana Lúcia conta que gosta de passar a virada do ano com roupas claras, mesmo que não sejam brancas, pois acredita que trazem boas energias. Além disso, revela outras superstições para o cardápio do Réveillon. “Só como peixes ou outros frutos do mar, coisas que andam para frente, nada de animais que andem para trás; adoro peru, mas ele cisca, então... somente no Natal; também como lentilha, nem que seja uma colher”, comenta. Ana destaca ainda, outras simpatias. “Se estou na praia, pulo as sete ondas, e, em qualquer lugar que esteja, meia-noite fecho os olhos e faço uma oração de agradecimento”, diz.
Já a dona de casa Maria Benedita diz que não tem preferência com a cor da roupa para a noite da virada, desde que seja nova, mas revela outras simpatias que costuma fazer. “Me importo mais se a roupa for nova, para entrar o ano com ótimas energias. Além disso, como lentilha e, à meia-noite, três uvas, fazendo um pedido para cada uma delas. Coloco na carteira uma folha de louro e guardo durante um ano para ter sorte, e, por fim, faço uma oração desejando muita saúde, prosperidade e luz para a minha família”, conta.
Segundo a psicóloga, para o próximo ano, as mulheres estão em busca de relacionamentos. “A mulher ainda se interessa muito mais por relacionamentos amorosos, amizade ou uma família saudável. A mulher sempre sonha em receber carinho, apoio e ter pessoas para cuidar”, conclui.
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