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Terror noturno

 Entrevista cedida pela Margarida Luzia dos Santos Antunes Chagas, psicóloga CRP 06/83646 para o portal UOL

O que é terror noturno

Psicóloga: Terror noturno é um distúrbio do sono caracterizado por episódios de pânico no decorrer da noite. A criança se comporta como se estivesse em perigo, com gritos, coração acelerado e feição aterrorizadora. Neste momento parece ver ou sentir algo amedrontador.

Psicologo para tratar terror noturno

Idade na qual mais acontece

Psicóloga:Não existe um idade padrão, sabe-se que é mais comum em crianças entre 2 e 5 anos e pode começar antes mesmo de completarem 1 ano.

Terror noturno é diferente de pesadelo

Psicóloga: Os pesadelos são comuns na população e, na maioria das vezes, o indivíduo nem acorda. É causado por eventos stressores e preocupações do dia ou períodos mais angustiantes. Em sua maioria, não necessitam de tratamentos específicos.

O terror noturno é um distúrbio severo que a criança acorda muito angustiada e, inclusive, pode ter comportamentos destrutivos consigo mesma. Sendo assim, necessita de tratamento adequado para sanar o sofrimento do acometido e seus familiares.

O terror noturno pode ser caracterizado como um distúrbio

Psicóloga: É um distúrbio do sono, mas, apesar de sério no momento que acontece, não necessariamente causa danos ao aprendizado ou desenvolvimento normal . Em casos raros a criança apresenta mais de um evento por noite, neste, podem aparecer sintomas diurnos que a afetam física e psicologicamente.

Não existe um tratamento especifico, cada paciente reage de uma forma ,mas, normalmente acaba antes da adolescência.

Causas do terror noturno

Psicóloga: As causas ainda são desconhecidas, mas é comum em crianças ansiosas ou com algum quadro de depressão. Além disso, episódios como febre e eventos stressores podem desencadear o quadro.

Existe também estudos que apontam para uma imaturidade do sistema nervoso.

Quanto tempo dura

Psicóloga: Podem ser chamadas de ataques noturnos, duram, geralmente, poucos minutos. Mas, algumas crianças podem ficar assustadas por períodos maiores.

As manifestações começam ainda dormindo com: agitação extrema, suor, gemidos e até gritos. A criança acorda abruptamente e continua amedrontada, pode não reconhecer as pessoas, apresentar sonambulismo e agredir objetos e a si mesma.

Fatores emocionais podem ter ligação com as crises de terror noturno

Psicóloga: Se a criança estiver passando por períodos ansiosos, tristes ou enfrentando qualquer problema pode desencadear o distúrbio.

O terror noturno pode ser herdado

Psicóloga: Pais que tenham apresentado o mesmo distúrbio ou sejam sonâmbulos podem explicar o quadro da criança.

Frequência

Psicóloga: Depende da criança, algumas apresentam semanalmente, outras no espaço de 10 a 15 dias e, casos raros, varias vezes durante a noite. Depende da seriedade do diagnostico e eventos externos acontecendo no momento dos ataques.

Situações favoráveis as crises

Psicóloga: Algumas medidas podem ajudar a criança a diminuir o terror como: regularidade no horário do sono, cuidados com a alimentação, investigar se algum medicamento em uso pode causar o terror, diminuir a ansiedade caso a criança esteja passando por um momento estressor e oferecer conforto físico e emocional antes do sono.

Sinal para que os pais levem seus filhos ao tratamento

Psicóloga: Quando a criança apresentar prejuízos físicos, emocionais ou em suas atividades diárias é importante buscar ajuda médica e psicológica. Desta forma, diminuirá significamente os sintomas e seus efeitos nocivos.

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O que fazer durante a crise

Psicóloga: O melhor é não acordar a criança, ela pode despertar assustada e demorar mais tento para restabelecer a calma. É necessário acompanhar o momento, oferecendo proteção, caso apresente sonambulismo ou comportamento agressivo e corra o risco de causar danos físicos a si mesma.

Acompanhe até que a criança se acalme e volte a dormir ou, caso acorde, oferecer afago, proteção e carinho até que se acalme novamente.

A criança não pode ser acordado no meio da crise

Psicóloga: Ela pode se assustar ainda mais.

Colocar a criança para dormir com os pais

Psicóloga: Não é a melhor opção. Não resolverá o problema de imediato e a criança pode desenvolver outra insegurança, a de dormir sozinha.

Reflexos na vida adulta

Psicóloga: Normalmente não. Apenas em casos raros em que a criança é acometida até a vida adulta. Nestes casos é necessário um diagnostico preciso para um tratamento adequado.

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